Quem se impacienta com a demora entre o primeiro encontro “pra valer” entre Dinho (Murilo Rosa) e a enxuta Viúva Neuta (Eliane Giardini), em América (Globo, 20h55) pode relaxar: pelo menos nos próximos dias, a velha enbromação das repetidas coreografias de peões dançando country já pode dar lugar a cenas mais consistentes.
O desejado primeiro beijo, com possibilidade de algo mais para qualquer momento, vai rolar entre o peão e a fazendeira no capítulo de amanhã. Indiretamente, quem dá esse presente ao apaixonado Dinho é o inquieto Carreirinha (Matheus Nachtergaele): de farra, ele vai roubar o carro da Viúva Neuta – que ficará presa no meio de um temporal e será salva… por Dinho, é claro.
O que pode acontecer daí em diante, já está subentendido. O fato é que Neuta vai aparecer em casa com um bom humor que causará estranheza às suas afilhadas, acostumadas a ver a madrinha rodar a baiana por qualquer motivo. As meninas vão achar muito esquisito não só o súbito humor nas alturas da madrinha, mas o fato de ela estar assim depois de ter tido o carro roubado. Aí tem.
“Desde o início da novela, o público espera por esse momento”, comenta Murilo Rosa, artista brasiliense que atualmente se encontra no rol dos galãs da Globo e que considera Dinho, até agora, seu melhor papel na TV. “Existe uma química muito forte entre os dois. Dinho tem muito respeito e admiração por ela”.
A viúva não vai conseguir esconder de ninguém sua felicidade. Sempre séria e mandona, ela vai passar os dias sorrindo com o novo amor. Mas, apesar de estar apaixonada, vai pedir silêncio para Dinho. “Ele poderia ter várias mulheres, mas escolhe ficar com Neuta”, lembra o ator. “Eles vivem uma paixão de verdade”.
Tamanha felicidade terá seu preço: quando o romance vier à tona, Detinha (Samara Felippo), uma das afilhadas de Neuta, ficará furiosa, pois sempre quis ficar com Dinho e, apesar de lhe dar bola a todo momento, ele não parece disposto a entrar no jogo.
Quem também vai ranger os dentes é o filho de Neuta, Junior (Bruno Gagliasso), que tem ciúmes da mãe. E outro ponto curioso é que, até então, a fazendeira vivia implicando com os peões. Amor e ódio andam de braços dados.