A DPOC engloba duas enfermidades, a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. É uma alteração respiratória que se caracteriza pela limitação crônica e progressiva do fluxo de ar nas vias respiratórias, falta de ar (dispnéia), tosse, diminuição da resistência física e aumento da produção de catarro.
A doença é incapacitante, pois restringe, gradativamente, a capacidade do paciente para realizar as atividades normais da vida diária, como caminhar ou, em casos mais graves, até mesmo pentear os cabelos. Hoje, a DPOC é a quinta maior causa de morte no Brasil e a sexta, no mundo.
O diagnóstico pode ser realizado de forma simples e rápida, a partir de uma avaliação clínica do paciente. Aquele que apresentar determinados sintomas deve ser submetido ao exame de espirometria. O diagnóstico precoce, aliado à interrupção do tabagismo e adoção de tratamento apropriado, é capaz de diminuir a morbidade e mortalidade resultantes da DPOC.
SintomasA doença é caracterizada por diferentes sintomas. Entre eles, tosse crônica, produção de catarro e/ou dispnéia (falta de ar). Este último é o responsável por levar o paciente a buscar auxílio médico. A principal dificuldade do portador de DPOC é expirar, o que ocasiona acúmulo de ar nos pulmões, incapacitando o paciente gradativamente. Quando a doença se encontra em estágio avançado, o indivíduo tem dificuldades para realizar atividades de rotina que exigem fôlego, como caminhar, subir e descer escadas.
TratamentoA DPOC não tem cura, porém, pode ser satisfatoriamente controlada se diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. A associação de medicamentos com as atividades de reabilitação pulmonar/física têm apresentado resultados satisfatórios. Os medicamentos mais utilizados para o alívio dos sintomas são os broncodilatadores, administrados via inalatória. O brometo de tiotrópio, comercializado com o nome de Spiriva, é atualmente o único composto desenvolvido especificamente para a doença, pois dilata as vias aéreas do paciente.