Problema recorrente na pediatria geral do Hospital Universitário de Brasília (HUB), a dificuldade de aprendizagem representa 32% dos atendimentos do Centro de Estudos da Infância na área de acompanhamento neurológico. O problema só perde para a epilepsia, responsável por 37% dos casos. Em terceiro lugar, 28% das queixas das crianças são relacionadas à dor de cabeça.
O levantamento, feito pelo Centro entre 1995 e março de 2004, demostra uma fragilidade do sistema educacional na cidade. “A dificuldade no tratamento acontece, na maioria dos casos, porque os pais só percebem o problema no final do ano quando, desesperados com o baixo rendimento dos seus filhos, procuram ajuda de um especialista”, conta o professor Carlos Nogueira Aucélio, neurologista infantil que atua no centro.
A situação ainda é agravada com a falta de conhecimento e diagnóstico dos professores e diretores das escolas. Para Aucélio, falta capacitação desses profissionais. Essa é a finalidade do II Encontro de Dificuldade de Aprendizado na Infância que será realizado, segundo agência de notícias da UnB, a partir de hoje, até o dia 6 de novembro, no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) da Universidade de Brasília (UnB). O encontro é gratuito e não é necessário fazer inscrição prévia.
sintomasCom média de cem atendimentos mensais, o ambulatório recebe crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem que apresentam problemas como dislexia (troca letras e palavras na interpretação), hiperatividade, alteração na visão e depressão. “Esses sintomas não são detectados por professores e os pais no dia-a-dia das crianças e dos adolescentes”, completa Aucélio.
Entre os temas que serão abordados no II Encontro de Dificuldade de Aprendizado na Infância estão Aprender, o desafio da humanidade no século; Dislexia; Transtornos da ortóptica (alterações na visão); A Epilepsia e a aprendizagem; Transtornos Cognitivos na Infância; TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e a sua cormobidade (estado de depressão e ansiedade).