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Empresas devem ficar atentas

Arquivo Geral

27/11/2004 0h00

A síndrome só se tornou conhecida no meio médico a partir de 1974, quando especialistas norte-americanos estudaram alguns profissionais e detectaram uma forte resposta emocional e física ao estresse relacionado ao trabalho.

O estado de burnout é causado por uma conjugação de fatores internos e externos, explica a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, 54, autora do livro que ajudou no autodiagnóstico de De Stefano, Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador, e de uma série de artigos sobre o tema.

Profissionais mais idealistas, exigentes consigo mesmos, dedicados e com menos capacidade de lidar com situações difíceis estão mais propensos a sofrer da síndrome. Assim como aqueles que estão sujeitos a desorganização, baixos salários, poucas perspectivas de promoção, assédio moral e competição excessiva no ambiente de trabalho.

Os sintomas mais comuns são o estresse, dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, e, no caso das mulheres, de alterações menstruais. Mas, a síndrome se caracteriza sobretudo pelas ausências no trabalho e pela adoção de uma postura cínica e rude em relação ao outro, sejam colegas, clientes ou pacientes, o que os estudiosos chamam de despersonalização, diz Benevides-Pereira, que integra o Gepeb (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout), da Universidade Estadual de Maringá (PR).

diagnósticoApesar de a legislação brasileira permitir o afastamento do trabalho em razão de Burnout, com direito inclusive à retirada do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e estabilidade no emprego, o diagnóstico não é muito simples, afirma a psicóloga Ana Maria Benevides. Segundo ela, falta informação por parte dos médicos e coragem por parte das empresas para atacar o problema de frente.

“As empresas estão começando a tomar consciência de que têm de fazer mais que oferecer plano de saúde e ginástica laboral porque, se os funcionários faltam ou não realizam suas tarefas de forma adequada por causa de “burnout”, o prejuízo é grande.

“Muitas empresas já levam a questão do estresse a sério nos exames anuais e cuidam do ambiente de trabalho para evitar casos crônicos”, afirma, por sua vez, Cecilia Cibella Shibuya, presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida).

Prova disso é que nomes como Natura, Basf, Accor, Procter&Gamble e Vivo formaram no mês passado o Gesc (Grupo de Estudo em Saúde Corporativa), coordenado pelo médico Ricardo De Marchi, ex-presidente da ABQV e que tem o intuito de discutir e buscar saídas para melhorar a gestão de saúde dos trabalhadores.

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    Arquivo Geral

    27/11/2004 0h00

    A síndrome só se tornou conhecida no meio médico a partir de 1974, quando especialistas norte-americanos estudaram alguns profissionais e detectaram uma forte resposta emocional e física ao estresse relacionado ao trabalho.

    O estado de burnout é causado por uma conjugação de fatores internos e externos, explica a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, 54, autora do livro que ajudou no autodiagnóstico de De Stefano, Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador, e de uma série de artigos sobre o tema.

    Profissionais mais idealistas, exigentes consigo mesmos, dedicados e com menos capacidade de lidar com situações difíceis estão mais propensos a sofrer da síndrome. Assim como aqueles que estão sujeitos a desorganização, baixos salários, poucas perspectivas de promoção, assédio moral e competição excessiva no ambiente de trabalho.

    Os sintomas mais comuns são o estresse, dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, e, no caso das mulheres, de alterações menstruais. Mas, a síndrome se caracteriza sobretudo pelas ausências no trabalho e pela adoção de uma postura cínica e rude em relação ao outro, sejam colegas, clientes ou pacientes, o que os estudiosos chamam de despersonalização, diz Benevides-Pereira, que integra o Gepeb (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout), da Universidade Estadual de Maringá (PR).

    diagnósticoApesar de a legislação brasileira permitir o afastamento do trabalho em razão de Burnout, com direito inclusive à retirada do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e estabilidade no emprego, o diagnóstico não é muito simples, afirma a psicóloga Ana Maria Benevides. Segundo ela, falta informação por parte dos médicos e coragem por parte das empresas para atacar o problema de frente.

    “As empresas estão começando a tomar consciência de que têm de fazer mais que oferecer plano de saúde e ginástica laboral porque, se os funcionários faltam ou não realizam suas tarefas de forma adequada por causa de “burnout”, o prejuízo é grande.

    “Muitas empresas já levam a questão do estresse a sério nos exames anuais e cuidam do ambiente de trabalho para evitar casos crônicos”, afirma, por sua vez, Cecilia Cibella Shibuya, presidente da ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida).

    Prova disso é que nomes como Natura, Basf, Accor, Procter&Gamble e Vivo formaram no mês passado o Gesc (Grupo de Estudo em Saúde Corporativa), coordenado pelo médico Ricardo De Marchi, ex-presidente da ABQV e que tem o intuito de discutir e buscar saídas para melhorar a gestão de saúde dos trabalhadores.

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      Empresas devem ficar atentas

      Arquivo Geral

      02/11/2004 1h00

      Empregados de grandes empresas devem cobrar melhores condições de trabalho para evitar que situações, como a exposição excessiva ao calor, venham a trazer complicações de saúde futuras.

      No caso das siderúrgicas, o ideal, segundo Luiz César Atan, seria que as empresas colaborassem na prevenção, conscientizando seus funcionários da importância da hidratação abundante, além de instalar bebedouros com água em temperatura agradável ao paladar. “A adição de citrato de potássio nesses bebedouros ajudaria a diminuir as chances de formação de cálculos, pois a ação dessa substância no organismo é um fator de proteção contra a doença.”, sugere o médico.

      Para o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Uriel Villas Boas, a notícia sobre a incidência de cálculos renais é uma desagradável surpresa. “Sabemos da importância da hidratação por causa do suor excessivo, porém nunca ouvi falar de outros riscos ligados à exposição ao calor intenso”, afirma.

      levantamento“É importante a divulgação desse tipo de pesquisa para que possamos atuar não só com campanhas educativas, mas realizar um levantamento sobre o problema nas empresas e fazer com que elas cumpram os requisitos necessários para favorecer e estimular a hidratação”, defende o sindicalista.

      A pesquisa foi realizada com 10.326 funcionários de uma siderúrgica do Rio de Janeiro, no período de março de 1999 a dezembro de 2002. Dos 1.289 trabalhadores das áreas com temperaturas elevadas (próximas aos fornos e ao setor de laminação do aço), cerca de 8% (103) apresentaram pelo menos um episódio de cálculo renal. Já entre os 9.037 expostos à temperatura ambiente esse índice foi bem menor: 0,86% (78).

      Outros fatores que poderiam propiciar a formação de pedras nos rins nos operários, como tempo de profissão na empresa, doenças associadas, antecedentes familiares e alimentação realizada na siderúrgica, não se mostraram significantes na pesquisa realizada com os funcionários.

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        02/11/2004 1h00

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        No caso das siderúrgicas, o ideal, segundo Luiz César Atan, seria que as empresas colaborassem na prevenção, conscientizando seus funcionários da importância da hidratação abundante, além de instalar bebedouros com água em temperatura agradável ao paladar. “A adição de citrato de potássio nesses bebedouros ajudaria a diminuir as chances de formação de cálculos, pois a ação dessa substância no organismo é um fator de proteção contra a doença.”, sugere o médico.

        Para o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Uriel Villas Boas, a notícia sobre a incidência de cálculos renais é uma desagradável surpresa. “Sabemos da importância da hidratação por causa do suor excessivo, porém nunca ouvi falar de outros riscos ligados à exposição ao calor intenso”, afirma.

        levantamento“É importante a divulgação desse tipo de pesquisa para que possamos atuar não só com campanhas educativas, mas realizar um levantamento sobre o problema nas empresas e fazer com que elas cumpram os requisitos necessários para favorecer e estimular a hidratação”, defende o sindicalista.

        A pesquisa foi realizada com 10.326 funcionários de uma siderúrgica do Rio de Janeiro, no período de março de 1999 a dezembro de 2002. Dos 1.289 trabalhadores das áreas com temperaturas elevadas (próximas aos fornos e ao setor de laminação do aço), cerca de 8% (103) apresentaram pelo menos um episódio de cálculo renal. Já entre os 9.037 expostos à temperatura ambiente esse índice foi bem menor: 0,86% (78).

        Outros fatores que poderiam propiciar a formação de pedras nos rins nos operários, como tempo de profissão na empresa, doenças associadas, antecedentes familiares e alimentação realizada na siderúrgica, não se mostraram significantes na pesquisa realizada com os funcionários.

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