O ritmo da vida de Mônica Waldvogel é de estréia. Prestes a começar a comandar um programa de entrevistas no SBT, o Dois a Um – dia 30, após ea Sessão das Dez –, a jornalista tem enfrentado novidades também no Saia Justa, do GNT (NET), com a saída de Rita Lee.
“Será um programa novo”, antecipa a apresentadora.” A gente vai ter de recomeçar, já que esse era um formato pensado para essas quatro pessoas”. Nesse meio tempo, Mônica continua dividindo o sofá do GNT com a atriz Marisa Orth e a escritora Fernanda Young.
No SBT, ela vai estar mais perto de sua veia jornalística. “Estava com saudades dos fatos, e por isso estou tão entusiasmada com esse novo programa”, admite Mônica, que pretende manter as pautas bem atuais. “Ainda não sei qual será o assunto do primeiro programa, justamente porque quero um tema da hora. Vamos trazer sempre duas pessoas para debaterem”, explica.
“Podem ser duplas inusitadas, antagônicas ou complementares. Nada muito engessado”, promete Mônica, que pretende trocar as pessoas de lugar nas entrevistas. “Seria legal saber o que um artista pensa de política e vice-versa. Também posso ter um convidado bem jovem e outro mais velho, uma mulher e um homem. Ou jovens falando sobre casamento”, enumera a jornalista.
Numa parceria entre sua produtora de conteúdo, Nossa Senhora da Boa Notícia, e a produtora de vídeo TV Sete, Mônica participou de todo projeto do Dois a Um. “A emissora queria um programa com esse formato. Mas daí em diante fui desenvolvendo cada detalhe”, conta Mônica, que deixará sempre a atração com um caráter informativo. “Quero chamar especialistas para um jogo de idéias”, afirma a jornalista. A idéia tem tudo para dar certo.
A saída de Rita Lee do Saia Justa não significa uma mudança automática de debatedora, esclarece Mônica Waldvog. “Não quisemos fazer isso de uma hora para outra. Ela é muito querida. Antes de gravar o último programa foi uma choradeira só. O último foi um divisor de águas”, exagera.
Para completar o quadro no Saia Justa, a cada semana haverá um convidado diferente, mas Mônica não descarta a vinda de mais uma mulher para sentar no sofá com ela, Marisa Orth e Fernanda Young. “Primeiro, vamos chamar convidados. Já pensávamos nisso, o que era meio impossível com as quatro falando. Será bom dar uma arejada, sem pressa de pensar na quarta saia”, diz a jornalista. Experiente, ela bem sabe do que fala. Para manter o nível do programa, o bom senso recomenda habilidade e prudência. Por ali, afinal, ninguém quer “queimar filme”.