A Record não esconde de mais ninguém que o seu único objetivo de agora é conquistar o primeiro lugar ou ao menos chegar perto dele. Dinheiro para isso, como vem sendo demonstrado, está longe de ser o problema principal. E o SBT, o segundo colocado em audiência, já é considerado fatura vencida. Chega a ser comparado a um lutador, que, em cima do ringue, só está à espera do golpe fatal para ser nocauteado. Na verdade, é até justo reconhecer que a Record, principalmente nos últimos dois anos, soube se fortalecer em alguns dos seus setores mais importantes. Hoje tem uma programação interessante, mas que ainda está longe de atender o telespectador no seu sentido mais amplo. Por exemplo: na programação de segunda a sexta, não existe nada que atenda ao público infantil. Nem ao menos um desenho animado. O jornalismo é bom, o esporte também, a linha de shows quase não existe, mas a teledramaturgia está cada vez ocupando maiores espaços. Só não existe rigorosamente nada para as crianças. É um erro grave, que pode até comprometer os seus próximos passos.