A veterana atriz Elizabeth Taylor, 74 anos, zombou de relatos recentes segundo os quais ela estaria gravemente doente ou sofrendo do mal de Alzheimer, mas reconheceu que usa cadeira de rodas porque sofre de dor de costas crônica.
Numa participação no programa Larry King Live, a atriz disse que está feliz e ocupada como designer de jóias e que continua ativa na luta contra a Aids.
Indagada sobre uma série recente de matérias sobre sua saúde publicadas nos tablóides, Taylor respondeu, enérgica: "Estou com aparência de alguém que está morrendo? Eu pareço alguém que está com a doença de Alzheimer?"
Larry King respondeu que não e indagou o que poderia ter motivado essas manchetes. "Acho que estão tentando vender revistas", disse Taylor. "Existe um público aí fora que gosta de escândalos, gosta de sujeira. Se quiserem ouvir que estou morta, sinto muito, pessoal, mas não estou. E não pretendo morrer tão cedo".
De fato, a atriz parecia no domínio total de suas faculdades, respondendo com agilidade perguntas sobre diversos assuntos, incluindo sua carreira no cinema, seus amores passados e o ativismo contra a Aids.
Ela se emocionou quando a conversa se voltou para seu amigo de longa data Michael Jackson, que em junho passado foi absolvido de acusações de abuso sexual. "Nunca fiquei tão brava em minha vida", disse ela, falando da ação movida contra Jackson. "Já estive lá com ele, quando seus sobrinhos estavam lá, e estávamos todos deitados na cama, assistindo a televisão. Não havia nada de anormal. Nada de sensual ou sentimental. Rimos como crianças e assistimos a filmes de Walt Disney. Não havia nada de estranho".
Taylor disse que se aproximou de Jackson porque são muito parecidos. "Ambos tivemos infâncias horríveis", afirmou.
Sua última atuação num longa no cinema foi na comédia de ação ao vivo The Flintstones — O Filme, de 1994, mas Taylor disse que está disposta a atuar novamente se lhe for oferecido um papel "realmente suculento e desafiador".