Os investimentos de Record e Bandeirantes na área de teledramaturgia levarão o SBT a montar um banco de elenco. A aposta é de David Grinberg, que comanda a área de novelas da emissora de Silvio Santos. Mas isso não é para já – “forçosamente, a partir do nosso segundo horário de novelas”, diz Grinberg. Mesmo com três novelas e dois seriados em cartaz na Globo, o SBT nunca teve problemas em escalar as suas produções, até porque a principal emissora do País, apesar de ter muita gente no seu “banco”, ainda é defensora do chamado “contrato por obra”, ou seja, depois da novela concluída, o artista fica liberado para assumir outros compromissos. E são esses que acabam parando na Anhanguera, na maioria das vezes. Casos mais recentes: Ludmila Dayer, Flávio Galvão, Taís Fersoza, Nicola Siri… Porém, agora a Band e a Record estão no páreo e, a qualquer momento, simplesmente faltarão bons nomes para compor elencos de novelas. Daí a aposta de Grinberg na montagem de um cast com contrato de longa duração. Apesar de ser um negócio caro para a emissora, ele não vê outra saída. Aliás, é bom lembrar que a Record já está enveredando por este caminho. Foram contratados, por período de três anos, alguns atores da nova versão de A Escrava Isaura. Ewerton de Castro, Bianca Rinaldi, Paulo Figueiredo e Théo Becker são exclusivos da Barra Funda. Para o artista, esse tipo de contrato, que encarece a folha das emissoras, é ótimo: proporciona estabilidade. Só para lembrar: o jovem ator Caio Blat, durante anos, trabalhou no Projac, via “contrato por obra”. Depois que a Record o assediou para o elenco de sua nova produção, A Força do Destino, a Globo foi mais “ágil” e assinou com ele um compromisso de quatro anos na semana passada. É um a menos na praça.