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Elenco competente, história potente

Arquivo Geral

09/09/2005 0h00

Algo em Rocky, Um Lutador fazia acelerar a batida do coração de cada espectador e crescer o desejo de subir ao ringue para dar uma “forcinha” ao protagonista naquele último assalto, em que o personagem de Sylvester Stallone precisaria tirar do fundo da alma – e do rosto de sua amada Adrian – a energia necessária para nocautear o adversário, então, em visível vantagem.

Esse fator euforia, que deixava o cinéfilo roendo as unhas (ou evidenciava similares sinais de nervosismo e ansiedade), volta com a força de um gancho de esquerda de Rocky Balboa e com mais realismo em A Luta Pela Esperança, cinebiografia do pugilista americano descendente de irlandeses James J. Braddock, detentor do título de campeão mundial de peso-pesados de 1935 a 37.

O impacto do filme, contudo, não está no ringue. É fora dele que a trama procura emocionar, com a força da história real do atleta – conhecido em sua cidade como o Buldogue Irlandês de Nova Jersey e famoso pelo apelido de Homem Cinderela que, aliás, é o título original do filme – e graças ao competente trabalho de Russell Crowe, que precisou mudar a plástica das orelhas e o penteado para se assemelhar a Braddock, e dos coadjuvantes Paul Giamatti (de Sideways, como o agente Joe Gould) e Renée Zellwegger (de Cold Mountain, com a esposa do pugilista, Mae).

Nos primeiros minutos da fita, Braddock é apresentado como o garoto-prodígio do boxe norte-americano, um bon vivant cuja reputação e família são abaladas com a quebra da Bolsa de Valores Nova York, em 1929. Braddock é levado à miséria e precisa viver de bicos, para alimentar os filhos e manter o aquecedor ligado. Ele chega ao extremo de pedir esmola aos cartolas do Madison Square Garden. Sensibilizado com a situação do amigo, no último ano da Grande Depressão, o agente Joe Gould lhe consegue uma luta com o 2º do mundo, John “Corn” Griffin. Com a vitória, Braddock consegue a volta por cima.

A direção de Ron Howard, responsável pelas cinebiografias Uma Mente Brilhante (com o mesmo Crowe) e Apollo 13, é sóbria, mas tropeça em exageros e clichês: durante as lutas, Braddock encontra, na imagem dos filhos e esposa, para revidar. Lembra alguma coisa?

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    Esse fator euforia, que deixava o cinéfilo roendo as unhas (ou evidenciava similares sinais de nervosismo e ansiedade), volta com a força de um gancho de esquerda de Rocky Balboa e com mais realismo em A Luta Pela Esperança, cinebiografia do pugilista americano descendente de irlandeses James J. Braddock, detentor do título de campeão mundial de peso-pesados de 1935 a 37.

    O impacto do filme, contudo, não está no ringue. É fora dele que a trama procura emocionar, com a força da história real do atleta – conhecido em sua cidade como o Buldogue Irlandês de Nova Jersey e famoso pelo apelido de Homem Cinderela que, aliás, é o título original do filme – e graças ao competente trabalho de Russell Crowe, que precisou mudar a plástica das orelhas e o penteado para se assemelhar a Braddock, e dos coadjuvantes Paul Giamatti (de Sideways, como o agente Joe Gould) e Renée Zellwegger (de Cold Mountain, com a esposa do pugilista, Mae).

    Nos primeiros minutos da fita, Braddock é apresentado como o garoto-prodígio do boxe norte-americano, um bon vivant cuja reputação e família são abaladas com a quebra da Bolsa de Valores Nova York, em 1929. Braddock é levado à miséria e precisa viver de bicos, para alimentar os filhos e manter o aquecedor ligado. Ele chega ao extremo de pedir esmola aos cartolas do Madison Square Garden. Sensibilizado com a situação do amigo, no último ano da Grande Depressão, o agente Joe Gould lhe consegue uma luta com o 2º do mundo, John “Corn” Griffin. Com a vitória, Braddock consegue a volta por cima.

    A direção de Ron Howard, responsável pelas cinebiografias Uma Mente Brilhante (com o mesmo Crowe) e Apollo 13, é sóbria, mas tropeça em exageros e clichês: durante as lutas, Braddock encontra, na imagem dos filhos e esposa, para revidar. Lembra alguma coisa?

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