O especialista Daniel Magnoni, da Federação Latino-Americana de Nutrição responde à pergunta básica para entender esse novo mercado: qual a medida adequada de consumo dos funcionais? “A que manda o bom senso, ou seja, o equilíbrio na quantidade, na variedade e na regularidade. Afinal, as pesquisas comprovam a eficácia dos funcionais somente quando consumidos a longo prazo”.
Esse mercado também produz confusão. Alimento enriquecido com ferro e vitaminas, por exemplo, é diferente do batizado de funcional, porque as primeiras são substâncias que estão – ou deveriam estar – presentes no organismo, o que não é o caso dos componentes dos funcionais, explica Magnoni.
É bom lembrar ainda que alimentos geneticamente modificados são funcionais desde que sejam transgênicos de segunda geração. Esses são alterados para terem suas propriedades “turbinadas” – como tomate com maior concentração de licopeno.
Para separar o joio do trigo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em 1999, formulou regras para assegurar que o alimento cumpra a promessa dos benefícios que vende na embalagem.
Para o futuro, a meta é os alimentos funcionais desempenharem um papel muito mais determinante no controle e na prevenção de doenças. A decodificação e interpretação do genoma humano abre a possibilidade de o diagnóstico ser feito antes de o indivíduo desenvolver uma doença. “A partir daí, será prescrita uma dieta que previna e até impeça a evolução do mal”, diz Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.