No final da última semana, a Rede Globo veio a público e, por meio do seu departamento de comunicação, informou de forma oficial que não tinha nada com o assunto e que a iniciativa de proibir a entrada de outras emissoras nos estádios, durante os jogos do campeonato brasileiro, teria partido do Clube dos 13. O mesmo comunicado informou que, ao final da rodada, a Globo continuaria cedendo os gols e os melhores momentos de cada partida. Posição perfeitamente justa, democrática e digna dos melhores elogios. Todos davam o caso por encerrado, mas eis que de repente, não mais que de repente, entra em cena um novo personagem. Marcelo Campos Pinto, diretor-executivo da Globo Esportes, segundo noticiários de ontem, disse textualmente o seguinte: “O futebol custa R$ 300 milhões por ano à Globo. Não é possível deixar quem não paga um centavo ficar ganhando audiência em cima de um evento que foi comprado por nós”. E agora, com quem está a verdade? Foi ou não foi a Globo a autora desse veto?