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Dos kalungas ao olhar feminino

Arquivo Geral

14/09/2005 0h00

Dois lançamentos literários movimentam a cena cultural brasiliense nesta quarta-feira: uma pesquisa que desvenda o universo dos kalungas, pela ótica de Custódia Wolney e uma obra ficicional, que marca a estréia da novelista Rosângela Vieira Rocha como contista.

A primeira obra mostra a vida dos kalungas entre as serras do interior de Goiás, protegidos pelas águas do Rio Paranã, numa vida singular. A segunda, em 13 narrativas, enfatiza o olhar feminino sobre o cotidiano brasiliense.

Em Eu, Kalunga (com lançamento hoje, às 19h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados), segundo livro de Custódia Wolney, a escritora mostra um cotidiano que se preserva há dois séculos. Isolados do resto do mundo, eles plantam, criam animais, casam-se, procriam e mantêm intactos celebrações e rituais herdados da África.

Esta riqueza cultural vem despertando a curiosidade de historiadores e pesquisadores, interessados em registrar este rico patrimônio histórico e cultural. E foi também esta curiosidade, que guiou Custódia Wolney, em direção aos kalungas de Goiás. Depois de várias viagens à região, de períodos de permanência e convivência na comunidade, nasceu o romance.

O livro é um romance escrito com base em pesquisas históricas. Custódia Wolney coloca em prática uma receita que tem sido marca de sua arte literária: criar personagens detalhadamente descritos, oferecer riqueza de detalhes na ambientação de cada ação, recuperar narrativas que fazem parte da memória oral das comunidades.

O romance apresenta a vida dos kalungas a partir da personagem de Bernadete, mais conhecida pelos amigos e pela família como Berta, uma mulher cheia de coragem, de vida, que descreve o local onde vive, os integrantes da comunidade, a região, a natureza, o convívio com índios.

Eu, Kalunga foi escrito depois que a autora realizou pesquisa de campo na comunidade do Vão do Moleque, no agrupamento de Maiadinha, e teve acesso aos estudos antropológicos das professoras Mari Baiocchi e Glória Moura, da Universidade de Brasília, e ao acervo da biblioteca da Funai.

Pupilas OvaisA novelista Rosângela Vieira Rocha faz sua estréia como contista, hoje, às 20h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul), lançando o livro Pupilas Ovais. A obra, uma edição agraciada pelo FAC, é o terceiro livro da autora. Os outros dois são Véspera de Lua (1990) e Rio das Pedras (2002).

Pupilas Ovais reúne 13 narrativas não muito longas, a maior parte protagonizadas por mulheres, brasileiríssimas, românticas, sofridas, donas de casa ou marginalizadas, adultas, meninas ou adolescentes, todas lidando com as surpresas da vida.

Nessa parte do livro a autora foca a idealização e a fantasia na luta contra a consciência da realidade e o malogro. Dois contos são protagonizados por homens e também neles há a sensibilidade à flor da pele nas coisas do amor, nos conflitos e reveses.

Eu, Kalunga – Lançamento do livro de Custódia Wolney (FAC/Petry Editora, 158 páginas), hoje, às 19h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Entrada franca.

Pupilas Ovais – Lançamento do livro de Rosângela Vieira Rocha (FAC/Editora LGE, 104 páginas), hoje, às 20h, no Restaurante Carpe Diem da 104 Sul. Entrada franca.

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    A primeira obra mostra a vida dos kalungas entre as serras do interior de Goiás, protegidos pelas águas do Rio Paranã, numa vida singular. A segunda, em 13 narrativas, enfatiza o olhar feminino sobre o cotidiano brasiliense.

    Em Eu, Kalunga (com lançamento hoje, às 19h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados), segundo livro de Custódia Wolney, a escritora mostra um cotidiano que se preserva há dois séculos. Isolados do resto do mundo, eles plantam, criam animais, casam-se, procriam e mantêm intactos celebrações e rituais herdados da África.

    Esta riqueza cultural vem despertando a curiosidade de historiadores e pesquisadores, interessados em registrar este rico patrimônio histórico e cultural. E foi também esta curiosidade, que guiou Custódia Wolney, em direção aos kalungas de Goiás. Depois de várias viagens à região, de períodos de permanência e convivência na comunidade, nasceu o romance.

    O livro é um romance escrito com base em pesquisas históricas. Custódia Wolney coloca em prática uma receita que tem sido marca de sua arte literária: criar personagens detalhadamente descritos, oferecer riqueza de detalhes na ambientação de cada ação, recuperar narrativas que fazem parte da memória oral das comunidades.

    O romance apresenta a vida dos kalungas a partir da personagem de Bernadete, mais conhecida pelos amigos e pela família como Berta, uma mulher cheia de coragem, de vida, que descreve o local onde vive, os integrantes da comunidade, a região, a natureza, o convívio com índios.

    Eu, Kalunga foi escrito depois que a autora realizou pesquisa de campo na comunidade do Vão do Moleque, no agrupamento de Maiadinha, e teve acesso aos estudos antropológicos das professoras Mari Baiocchi e Glória Moura, da Universidade de Brasília, e ao acervo da biblioteca da Funai.

    Pupilas OvaisA novelista Rosângela Vieira Rocha faz sua estréia como contista, hoje, às 20h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul), lançando o livro Pupilas Ovais. A obra, uma edição agraciada pelo FAC, é o terceiro livro da autora. Os outros dois são Véspera de Lua (1990) e Rio das Pedras (2002).

    Pupilas Ovais reúne 13 narrativas não muito longas, a maior parte protagonizadas por mulheres, brasileiríssimas, românticas, sofridas, donas de casa ou marginalizadas, adultas, meninas ou adolescentes, todas lidando com as surpresas da vida.

    Nessa parte do livro a autora foca a idealização e a fantasia na luta contra a consciência da realidade e o malogro. Dois contos são protagonizados por homens e também neles há a sensibilidade à flor da pele nas coisas do amor, nos conflitos e reveses.

    Eu, Kalunga – Lançamento do livro de Custódia Wolney (FAC/Petry Editora, 158 páginas), hoje, às 19h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Entrada franca.

    Pupilas Ovais – Lançamento do livro de Rosângela Vieira Rocha (FAC/Editora LGE, 104 páginas), hoje, às 20h, no Restaurante Carpe Diem da 104 Sul. Entrada franca.

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