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Dormir ajuda memória, revela estudo de brasileiro

Arquivo Geral

13/04/2004 0h00

Dormir faz bem para a sua memória. Esse fato, já em parte sabido pela ciência, ganhou novas confirmações com o trabalho de um jovem cientista brasileiro nos EUA. Sidarta Ribeiro, 32, hoje pesquisando na Universidade Duke, na Carolina do Norte, vai ser um dos primeiros nomes a fazer parte do futuro Instituto Internacional de Neurociência de Natal, cujo pontapé inicial foi dado ontem com a abertura de um congresso internacional sobre o tema nessa cidade nordestina.

Ribeiro pesquisou ratos. Em estudos anteriores, ele notou a importância do sono para a consolidação da memória dos roedores ao examinar o que acontecia na complexa interação de substâncias químicas e sinais elétricos nos seus cérebros.

Depois ele foi checar também os efeitos nos genes, mais especificamente num gene, chamado Zif-268, cuja ausência em roedores provoca danos à memória. Há uma fase do sono, a de “ondas lentas”, em que até o cérebro parece estar dormindo, pois a sua atividade no máximo, lembra um pensamento, sem cor, sem imagem. Já a fase chamada de REM (sigla em inglês para “movimento rápido do olho”) inclui sonhos e uma maior atividade cerebral.

O trabalho de Sidarta mostra que as duas fases do sono têm papéis “distintos e complementares” na consolidação da memória, que também migra de diferentes partes do cérebro. O simpósio em Natal marca o início das obras do futuro instituto, que nesta semana recebeu verbas federais. O local foi cedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, à qual o instituto estará vinculado.

O instituto é um “sonho” de Miguel Nicolelis, pesquisador brasileiro da Universidade Duke. Ele vê no projeto uma forma de descentralizar a pesquisa no país, concentrada no Sudeste. Nicolelis comparou a fundação do instituto em Natal à criação de Brasília no interior do país. Para ele, “precisamos criar Brasílias científicas por todo o país”.

Além da pesquisa de ponta, o instituto terá centro para tratamento de pessoas com problemas mentais, escola para mil crianças. Em seu corpo de pesquisadores, 25% seriam estrangeiros.

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    13/04/2004 0h00

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    Ribeiro pesquisou ratos. Em estudos anteriores, ele notou a importância do sono para a consolidação da memória dos roedores ao examinar o que acontecia na complexa interação de substâncias químicas e sinais elétricos nos seus cérebros.

    Depois ele foi checar também os efeitos nos genes, mais especificamente num gene, chamado Zif-268, cuja ausência em roedores provoca danos à memória. Há uma fase do sono, a de “ondas lentas”, em que até o cérebro parece estar dormindo, pois a sua atividade no máximo, lembra um pensamento, sem cor, sem imagem. Já a fase chamada de REM (sigla em inglês para “movimento rápido do olho”) inclui sonhos e uma maior atividade cerebral.

    O trabalho de Sidarta mostra que as duas fases do sono têm papéis “distintos e complementares” na consolidação da memória, que também migra de diferentes partes do cérebro. O simpósio em Natal marca o início das obras do futuro instituto, que nesta semana recebeu verbas federais. O local foi cedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, à qual o instituto estará vinculado.

    O instituto é um “sonho” de Miguel Nicolelis, pesquisador brasileiro da Universidade Duke. Ele vê no projeto uma forma de descentralizar a pesquisa no país, concentrada no Sudeste. Nicolelis comparou a fundação do instituto em Natal à criação de Brasília no interior do país. Para ele, “precisamos criar Brasílias científicas por todo o país”.

    Além da pesquisa de ponta, o instituto terá centro para tratamento de pessoas com problemas mentais, escola para mil crianças. Em seu corpo de pesquisadores, 25% seriam estrangeiros.

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