Na paralela da prisão de Paulo e Flávio Maluf, um outro acontecimento, que não tem nada a ver, começa a ganhar espaço e relativo destaque em alguns jornais e emissoras de televisão. Está todo mundo querendo questionar como César Tralli, repórter da Rede Globo, na manhã de sábado, estava presente na chegada do filho do ex-governador a São Paulo e por que foi do heliporto, onde foi dada voz de prisão e colocadas as algemas, até a sede da PF dentro de um dos carros do comboio policial. Se aconteceu tudo isso e até o uso de roupas parecidas com a da Polícia Federal, como alguns chegaram a divulgar e depois acabou sendo desmentido, foi porque alguém permitiu. César Tralli apenas fez o seu papel de jornalista. E com todo respeito aos demais, fez muito bem, inclusive documentando o instante em que Flávio Maluf assinou a ordem de prisão e falou ao telefone com sua mulher. Se houve facilidades ou a transmissão de informações privilegiadas, é um outro problema, que nada tem a ver com o repórter. Tralli apenas se beneficiou disso para cumprir a sua missão. A crítica feita a ele é inteiramente idiota. Qualquer outro jornalista que se preze gostaria de estar no seu lugar. Quanto à parte que me cabe, parabéns!