A Globo tem seus poderes e, quanto a isso, não há dúvida nenhuma. Hoje, sua importância e participação no futebol brasileiro devem ser reconhecidas e exaltadas, mas isso não lhe dá o direito de querer mandar ou interferir em tudo. Ontem, discretamente neste espaço, se falou do inconformismo de alguns de alguns dos seus dirigentes quando tomaram conhecimento de que o Corinthians colocaria um time reserva em campo, para enfrentar o River Plate no Morumbi. Era o jogo da televisão para São Paulo, tanto que o seu principal narrador, Galvão Bueno, foi designado para a transmissão. Motivos que só interessam ao Corinthians levaram o seu treinador a confirmar a escalação dos suplentes, preferindo preservar seus titulares para o Campeonato Brasileiro. Foi um martírio. Se já não bastasse um jogo muito ruim, Galvão Bueno passou boa parte dos 90 minutos criticando a postura dos dirigentes corintianos e do seu treinador Marcio Bittencourt. Está certo que a Globo paga pelo espetáculo e deve exigir o melhor, mas isso não significa que pode interferir na escalação de time nenhum. Ainda bem. Depois tem outra: a média foi de 33 pontos no horário. Uma audiência bastante respeitável.