Em mais de 40 anos de chão, o sanfoneiro, compositor e cantor pernambucano Dominguinhos se consagrou herdeiro musical de Luiz Gonzaga. O discípulo do rei do baião é conhecido por sua capacidade em mesclar o primitivismo dos forrós às harmonias do jazz e até da música erudita. Mas para a festa junina que anima na noite de hoje no Centro Comunitário da UnB, Dominguinhos promete o autêntico ralabucho nordestino – forró para os casais dançarem a noite inteira. No repertório, perólas como Asa Branca, Feira de Caruaru, Pagode Russo, Respeita Januário, Eu só quero um Xodó e Assum Preto. Para acompanhar o sanfoneiro, um sexteto com outra sanfona, zambumba, bateria, triângulo e duas percursões. Um dos principais responsáveis pela sobrevivência da música nordestina, ele conta que o forró havia perdido a força, mas voltou graças ao forró universitário – que nada mais é do que um nome adaptado para o forró pé-de-serra, tradicional, formado pelos famosos trios.As brasilienses Zabumbazul e Pé do Cerrado completam a forrozada da UnB.