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Dois monges budistas e o templo da solidão

Arquivo Geral

24/09/2004 0h00

O amante do cinema de arte vai poderá conferir a partir de hoje, no Cine Academia, o penúltimo filme do sul-coreano Kim Ki-Duk, que este ano ganhou o prêmio de melhor diretor do prestigioso Festival de Veneza por A Casa Vazia. É a estréia de Primavera, Verão, Outono, Inverno…Primavera, uma história baseada em princípios budistas.

Neste drama, um monge budista resolve doutrinar um pequeno aprendiz num templo ilhado, buscando assim elevá-lo espiritualmente e afastá-lo dos horrores do mundo. O público acompanha esse relacionamento por repetidas estações, as que dão título ao longa.

A vida adulta do doutrinado vai lhe colocar contudo uma provação fatal. O aprendiz, logo na primeira oportunidade, apaixona-se por uma mulher e se vê tentado pelos prazeres da carne. O velho monge avisa que aquilo pode lhe levar ao abismo e à morte, mas o jovem prefere não ouvi-lo.

Velhos e passionais sentimentos afloram neste filme de Kim Kin-Duc, como o ciúme, a obsessão e o perdão, ainda que o universo de interrelações esteja restrito a tão poucos protagonistas. O longa-metragem do sul-coreano mostra que o isolamento não consegue abrandar ou anular o que existe de mais humano nas pessoas. Este exercício filosófico, o levou a ganhar, entre outros, o Prêmio Young Jury, no Festival de Locarno e o de melhor filme, na votação popular do Festival de San Sebastian.

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    Neste drama, um monge budista resolve doutrinar um pequeno aprendiz num templo ilhado, buscando assim elevá-lo espiritualmente e afastá-lo dos horrores do mundo. O público acompanha esse relacionamento por repetidas estações, as que dão título ao longa.

    A vida adulta do doutrinado vai lhe colocar contudo uma provação fatal. O aprendiz, logo na primeira oportunidade, apaixona-se por uma mulher e se vê tentado pelos prazeres da carne. O velho monge avisa que aquilo pode lhe levar ao abismo e à morte, mas o jovem prefere não ouvi-lo.

    Velhos e passionais sentimentos afloram neste filme de Kim Kin-Duc, como o ciúme, a obsessão e o perdão, ainda que o universo de interrelações esteja restrito a tão poucos protagonistas. O longa-metragem do sul-coreano mostra que o isolamento não consegue abrandar ou anular o que existe de mais humano nas pessoas. Este exercício filosófico, o levou a ganhar, entre outros, o Prêmio Young Jury, no Festival de Locarno e o de melhor filme, na votação popular do Festival de San Sebastian.

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