País da miscigenação por excelência, o Brasil, quando visto de perto, adquire contornos honorários de “Terra Prometida”. Nada mais apropriado do que a Rede Pública de Televisão, que atua junto aos canais educativos, para mostrar a imensidão desses contrastes. É o que apresenta hoje, às 21h, a TV Nacional, com a estréia do programa Doc TV – Brasil Imaginário.
Lançado oficialmente semana passada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo pelo ministro Gilberto Gil, da Cultura, o programa é composto de 26 documentários, produzidos a partir do concurso Doc TV – um convênio firmado entre o Ministério da Cultura (MinC), Fundação Padre Anchieta (FPA/TV Cultura de São Paulo) e Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec).
É material reunido em 26 especiais selecionados e produzidos em 20 estados brasileiros, assinalando uma importante parceria entre a televisão e a produção independente. Ponto para a emissora, que aposta no comprovado talento nacional. Nesse rastro, a Rede Pública de TV está, na verdade, inaugurando uma política de regionalização, incentivando essa parceria.
O programa de estréia chama-se Eretz Amazônia. Faz alusão a Israel – Eretz, no hebraico, equivale à “terra” –, focalizando a imigração judaico-marroquina na Amazônia, desencadeada pela vinda da família real para o Brasil. A direção é de Alan Rodrigues, em co-produção com a Digital Produções, TV Cultura do Pará e Fundação Padre Anchieta/ TV Cultura.
No próximo sábado, 3 de julho, no mesmo horário, a estrela da série é o Ceará. O programa Borracha Para a Vitória – A História do Segundo Ciclo da Borracha destaca a dívida do estado brasileiro para com 50 mil nordestinos transferidos para a Amazônia a partir do acordo Brasil e Estados Unidos, que visava à extração do látex para a produção de armamentos na Segunda Guerra Mundial.
Na seqüência – Brasil Imaginário vai ao ar todos os sábados, até 18 de dezembro –, serão apresentados documentários sobre Rio Grande do Sul, Alagoas, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo e Espírito Santo. O mapa de um País com régua, compasso e vontade de ser revisto.