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Dior encerra semana da moda masculina em Paris em alto-astral

Arquivo Geral

05/07/2006 0h00

A imprensa especializada diz que seu emprego pode estar correndo perigo, mas o estilista Hedi Slimane, da Dior Homme, não deixou transparecer nenhum receio quando ajudou a semana de moda masculina em Paris a terminar em clima de alto astral, na terça-feira.

Ao som de guitarras e sob o olhar atento de clientes como Elton John, Slimane pôs na passarela um misto de modelos new age e roqueiros trajando as calças pretas justas que são sua marca registrada, jaquetas de couro e ternos de corte moderno, usados com gravatas pretas finas.

Mas quem pensou que estivesse vendo "bad boys" só precisou olhar os rostos dos modelos jovens, quase andróginos, para ver que a história era outra.

Detalhes como braceletes, sandálias prateadas e belíssimas jaquetas curtas, com acabamento de cristais bordados ou grandes laços de seda, acrescentaram toque bombástico à mistura.

Se isso foi ou não o suficiente para garantir a Slimane mais um salário anual supostamente de 2 milhões de euros (US$ 2,56 milhões) é algo que ainda precisa ser confirmado.

Bernard Arnault, o presidente da Christian Dior e de sua subsidiária maior, LVMH, não revelou nada quando correu para o backstage, depois do desfile, possivelmente para dar os parabéns a seu estilista.

Antes disso, do outro lado da cidade, foi a Givenchy – outra marca da LVMH – e seu estilista Ozwald Boateng que expuseram uma visão de "vale-tudo" para a primavera/verão 2007.

Enquanto a música passava de "Wonderful World", de Louis Armstrong, para batidas pesadas, voltando novamente para Armstrong, os modelos desfilavam calças, jaquetas e sapatos prateados, ternos de corte arrumadinho e sungas de lycra com coletes.

Para quem realmente quiser chocar no escritório, a opção oferecida foi um robe de chambre de seda com bolinhas, usado sobre as calças.

Quem evitou a passarela, da qual disse ter desistido há anos, mas mesmo assim não deixou de exibir suas propostas mais recentes tanto para homens quanto para mulheres, foi o lendário Pierre Cardin, que esta semana completa 84 anos.

Exibindo paletós masculinos de corte curto, em tons de vermelho e amarelo e com fendas atrás para permitir a circulação de ar fresco, Cardin prometeu que no próximo ano trará roupas capazes de esquentar ao toque de um botão.

"Continuo a trabalhar e a criar todos os dias", disse ele a jornalistas. "Esse é meu prazer."

Didier Grumbach, diretor da federação de moda francesa, disse estar surpreso com a grande cobertura que a imprensa fez dos cinco dias de desfiles masculinos.

"É muito interessante. Isso mostra que a moda masculina vende jornais. Isso representa uma mudança na maneira como os homens encaram a moda", disse ele.

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