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Dieta convencional eleva risco em mulher

Arquivo Geral

07/07/2004 0h00

As mulheres que têm uma alimentação convencional (carnes vermelhas, grãos refinados, doces e sobremesas) têm maior risco de sofrer infartos cerebrais que as que comem frutas, peixes, legumes e grãos integrais, a chamada dieta prudente. Um artigo publicado pela revista Stroke diz que a dieta prudente, recomendada pela Associação Cardíaca dos Estados Unidos, protege contra o infarto. Este é o primeiro estudo que examina de maneira global os hábitos alimentares e o risco de infarto cerebral.

“Vários alimentos e nutrientes foram vinculados ao risco de ataque cerebral, portanto a modificação da dieta pode ser uma boa forma de reduzir os riscos de infarto”, explica Teresa Fung, que dirigiu o estudo e é professora de nutrição da Escola de Estudos da Saúde do Simmons College, em Boston, Massachusetts.

A equipe liderada por Fung reuniu informação sobre a dieta de 71.768 enfermeiras, com idades de 38 a 63 anos, sem antecedentes de doença cardíaca ou diabete e seguiu seu histórico médico de 1984 até 1998. Para este estudo, os cientistas identificaram duas dietas: a prudente e a ocidental ou convencional.

InformaçõesAs mulheres informaram sobre sua saúde, seu estilo de vida e sua alimentação à Escola de Saúde Pública de Harvard e os cientistas estudaram se sua dieta afetou o risco posterior de infarto.

Durante os 14 anos de estudo, foram registrados 791 infartos: 476 deles isquêmicos – causados pela obstrução de uma artéria no cérebro –, 189 hemorrágicos – causados pela ruptura de um vaso sangüíneo no cérebro ou perto dele – e outros 126 sem classificação. Os cientistas observaram um risco relativo de infarto mais alto entre as mulheres que consumiram a dieta ocidental.

Depois dos ajustes estatísticos por estilo de vida e outros fatores de risco para o infarto, o perigo de qualquer tipo de infarto entre as mulheres com as dietas mais ocidentais foi 58% mais alto do que para as mulheres na categoria de dieta menos ocidental. O risco de infarto isquêmico foi 56% mais alto para as mulheres com a dieta ocidental.

Os cientistas notaram, além disso, que as mulheres com hábitos de dieta ocidentais também eram as que tinham mais probabilidades de fumar, as que tomavam menos vitaminas e as que faziam menos exercícios.

De acordo com o estudo, as mulheres com a dieta mais ocidental e que sofriam de pressão arterial alta tinham três vezes mais riscos de sofrer infartos por obstrução das artérias do que as mulheres com a mesma dieta, mas sem hipertensão.

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    As mulheres que têm uma alimentação convencional (carnes vermelhas, grãos refinados, doces e sobremesas) têm maior risco de sofrer infartos cerebrais que as que comem frutas, peixes, legumes e grãos integrais, a chamada dieta prudente. Um artigo publicado pela revista Stroke diz que a dieta prudente, recomendada pela Associação Cardíaca dos Estados Unidos, protege contra o infarto. Este é o primeiro estudo que examina de maneira global os hábitos alimentares e o risco de infarto cerebral.

    “Vários alimentos e nutrientes foram vinculados ao risco de ataque cerebral, portanto a modificação da dieta pode ser uma boa forma de reduzir os riscos de infarto”, explica Teresa Fung, que dirigiu o estudo e é professora de nutrição da Escola de Estudos da Saúde do Simmons College, em Boston, Massachusetts.

    A equipe liderada por Fung reuniu informação sobre a dieta de 71.768 enfermeiras, com idades de 38 a 63 anos, sem antecedentes de doença cardíaca ou diabete e seguiu seu histórico médico de 1984 até 1998. Para este estudo, os cientistas identificaram duas dietas: a prudente e a ocidental ou convencional.

    InformaçõesAs mulheres informaram sobre sua saúde, seu estilo de vida e sua alimentação à Escola de Saúde Pública de Harvard e os cientistas estudaram se sua dieta afetou o risco posterior de infarto.

    Durante os 14 anos de estudo, foram registrados 791 infartos: 476 deles isquêmicos – causados pela obstrução de uma artéria no cérebro –, 189 hemorrágicos – causados pela ruptura de um vaso sangüíneo no cérebro ou perto dele – e outros 126 sem classificação. Os cientistas observaram um risco relativo de infarto mais alto entre as mulheres que consumiram a dieta ocidental.

    Depois dos ajustes estatísticos por estilo de vida e outros fatores de risco para o infarto, o perigo de qualquer tipo de infarto entre as mulheres com as dietas mais ocidentais foi 58% mais alto do que para as mulheres na categoria de dieta menos ocidental. O risco de infarto isquêmico foi 56% mais alto para as mulheres com a dieta ocidental.

    Os cientistas notaram, além disso, que as mulheres com hábitos de dieta ocidentais também eram as que tinham mais probabilidades de fumar, as que tomavam menos vitaminas e as que faziam menos exercícios.

    De acordo com o estudo, as mulheres com a dieta mais ocidental e que sofriam de pressão arterial alta tinham três vezes mais riscos de sofrer infartos por obstrução das artérias do que as mulheres com a mesma dieta, mas sem hipertensão.

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