Em 70 anos de vida, Renato Aragão não colecionou apenas sucessos e milhões de fãs por todo o País. Mais do que isso, o advogado, que sempre sonhou em ser ator e acabou se tornando um dos comediantes mais populares do Brasil, conquistou muitos amigos e admiradores na família e no meio profissional.
Um desses admiradores é o colega Roberto Guilherme, o famoso Sargento Pincel, que sempre atormenta Didi. Os dois se conheceram nos anos 60, na TV Excelsior, onde faziam o programa Os Legionários – Um, Dois, Feijão com Arroz. “Ali, Aragão e eu começamos a ter essa relação de amizade. Nossas mulheres engravidaram na mesma época, foram para o mesmo hospital e nossos filhos (Renato Jr. e William, respectivamente) nasceram com diferença de algumas horas. Por causa disso, ele propôs que nós batizássemos os meninos, e, então, viramos compadres”.
Com o carinho de quem já conserva uma amizade há 42 anos, Roberto Guilherme conta o segredo do sucesso do amigo. “O Didi faz tanto sucesso porque ele é o bobo que sempre leva vantagem sobre o inteligente e todo mundo gosta de ver isso. É um adulto-criança”.
Outro colega, que divide a cena com Aragão há menos tempo, é Tadeu Mello, o Tatá da Turma do Didi. Ele diz que gosta até mais dos bastidores do que do programa. “O Renato apronta com todo mundo. Faz graça de tudo, mas ninguém leva a mal. Ele é tão querido, que as pessoas se rendem a ele”.
Querido em cena, no trabalho, e, claro, em casa. O irmão, Francisco Aragão, conta que a determinação de Renato sempre chamou a atenção. “Ele é idealista. Teve caminhos melhores para seguir, como a advocacia. Até defendeu casos, mas escolheu ser ator”.
Comentou-se que Dedé Santana, colega de tantos anos, teria guardado mágoas de Aragão por ter sido deixado de lado. O humorista não foi localizado pela reportagem para falar sobre o assunto. Na época da estréia de A Turma do Didi, Aragão disse que o problema de Dedé era com a Globo e não com ele.