Trabalhar sob pressão nem sempre é a melhor alternativa para obter-se um rendimento maior dentro das organizações. Na visão de muitas empresas, pressionar é fundamental para que os profissionais alcancem índices de rendimento cada vez maiores.
Segundo o dr. Isaac Efraim, médico psiquiatra especializado em consultoria comportamental, a pressão nem sempre é o melhor caminho. “A solução para se extrair o melhor de cada pessoa pode ser mais simples do que se pensa”, argumenta.
De acordo com o especialista, existem profissionais com dois perfis diferentes. Um deles possui alto índice de energia, disposição, postura otimista e uma personalidade flexível. Essas pessoas encaram a pressão como um desafio, funcionando como fator de motivação. E há o grupo das pessoas estressadas, mal-humoradas e que apresentam personalidade rígida e teimosa. Os mal-humorados podem reagir à pressão de duas maneiras. A primeira é positivamente, impulsionados pelo susto, já que faz parte deste perfil ter medo de fracassar. O profissional começa então uma luta de muito esforço, mas de pouca produtividade.
dúvidaA outra reação é quando a pressão é interpretada como uma dúvida que a sociedade e o mercado podem ter sobre a capacidade de realização do profissional. Aqui, ele começa a duvidar da própria eficiência e busca se afastar, o mais rápido possível, das circunstâncias que geraram as cobranças.
Para melhorar essa situação e conseguir bons resultados do funcionário, uma das soluções propostas pelo psiquiatra Efraim é a conversa e o diálogo. “Trocar a pressão pelo diálogo e pela cumplicidade é mais efetivo. Ajuda o profissional a entender que obter resultados positivos é importante”.