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Diagnóstico precoce de diabetes

Arquivo Geral

01/05/2004 0h00

Proteínas do sangue que assinalam antecipadamente a existência de danos nas artérias podem ser sinais de diabetes, afirmam pesquisadores norte-americanos. Já se sabia que os diabéticos correm mais risco de ter problemas circulatórios. A novidade, com este estudo, é a possibilidade de detectar sinais de danos arteriais até oito anos antes de um diagnóstico de diabetes.

O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, reforça indicações sobre a relação entre a diabetes e a chamada inflamação silenciosa, também associada à doença cardíaca. Os resultados vêm de análises sangüíneas feitas em 32.826 mulheres, que participaram de um estudo iniciado em 1976. Não é certo se as conclusões também poderão ser aplicadas a homens, segundo os pesquisadores.

As mulheres fizeram exames de sangue em 1989 e 1990, tendo 737 contraído diabetes nos dez anos seguintes. Os cientistas procuraram, em especial, três proteínas que, em níveis elevados no sangue, sugerem a presença de irritação ou danos nas células do revestimento das paredes dos vasos: E-selectina, ICAM-1 e VCAM-1.

De acordo com as conclusões do trabalho, as mulheres com os níveis mais altos de E-selectina correm risco cinco vezes maior de desenvolver diabetes do que as com os níveis mais baixos. As que apresentam os níveis mais elevados de ICAM-1 correm três vezes mais esse risco do que as com os níveis mais baixos da proteína, enquanto os níveis altos de VCAM-1 estão associados a um risco acrescido em algumas, mas não em todas as análises.

A E-selectina é produzida pelas células de revestimento dos vasos, por vezes em resposta a uma inflamação, enquanto as outras duas proteínas são produzidas por essas células e por glóbulos brancos em resposta a inflamações, disse o principal autor do estudo, James Meigs, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts.

O revestimento dos vasos sangüíneos deve ser liso, para que o sangue flua por eles facilmente. Na pré-diabetes, segundo a teoria de Meigs, a inflamação pode perturbar este processo, através da irritação ou do endurecimento desse revestimento, provocando eventualmente aumento do açúcar no sangue e diabetes.

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    O estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, reforça indicações sobre a relação entre a diabetes e a chamada inflamação silenciosa, também associada à doença cardíaca. Os resultados vêm de análises sangüíneas feitas em 32.826 mulheres, que participaram de um estudo iniciado em 1976. Não é certo se as conclusões também poderão ser aplicadas a homens, segundo os pesquisadores.

    As mulheres fizeram exames de sangue em 1989 e 1990, tendo 737 contraído diabetes nos dez anos seguintes. Os cientistas procuraram, em especial, três proteínas que, em níveis elevados no sangue, sugerem a presença de irritação ou danos nas células do revestimento das paredes dos vasos: E-selectina, ICAM-1 e VCAM-1.

    De acordo com as conclusões do trabalho, as mulheres com os níveis mais altos de E-selectina correm risco cinco vezes maior de desenvolver diabetes do que as com os níveis mais baixos. As que apresentam os níveis mais elevados de ICAM-1 correm três vezes mais esse risco do que as com os níveis mais baixos da proteína, enquanto os níveis altos de VCAM-1 estão associados a um risco acrescido em algumas, mas não em todas as análises.

    A E-selectina é produzida pelas células de revestimento dos vasos, por vezes em resposta a uma inflamação, enquanto as outras duas proteínas são produzidas por essas células e por glóbulos brancos em resposta a inflamações, disse o principal autor do estudo, James Meigs, da Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts.

    O revestimento dos vasos sangüíneos deve ser liso, para que o sangue flua por eles facilmente. Na pré-diabetes, segundo a teoria de Meigs, a inflamação pode perturbar este processo, através da irritação ou do endurecimento desse revestimento, provocando eventualmente aumento do açúcar no sangue e diabetes.

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