Por se manifestar de formas múltiplas, o reconhecimento da doença é difícil. Então, pais, prestem atenção, não raro, seus filhos saem dos consultórios com o tratamento equivocado.
“O diagnóstico de rinite alérgica é com freqüência omitido nessas crianças, que são tratadas com múltiplas doses de antibióticos. É muito importante ter em mente o conceito de doença sistêmica. Ele nos alerta para a necessidade do controle da rinite e, indiretamente, das outras manifestações respiratórias”, afirma Maria Cândida.
Todo cuidado é pouco neste caso. A respiração pela boca, em decorrência da inflamação nasal, pode trazer malefícios para a criança. “Crianças com rinite alérgica tornam-se respiradores orais, roncam à noite, queixam-se de dificuldade para dormir e fragmentação do sono. Esses fatores acabam afetando o crescimento normal da criança. Além disso, ao respirar pela boca, a criança anula a função nasal de filtrar, umidificar e aquecer o ar, o que também leva à inflamação da garganta”, aponta Maria Cândida.
A rinite alérgica pode ainda causar dificuldade de concentração e perda cognitiva. Com esse problemas, as crianças tendem a perder o rendimento escolar, prejudicando a a sua qualidade de vida.
Se o seu filho apresenta estes sintomas, não hesite em procurar um médico. “Deve ser vista a história clínica do paciente conversando com ele no consultório. A partir daí podemos pedir um exame físico, raio-X, uma avaliação pneumológica, uma endoscopia nasal, exames de sangue e outros exames complementares”, informa a dra. Alessandra Ramos.
Para tratar a alergia existem várias medicações. No caso das crianças é recomendado o uso de soro fisiológico. Para todos, é indicado o uso de medicação via oral, tópica no nariz, ou seja diretamente no local, e a imunoterapia a base de vacinas. “Depende do tipo de alergia e do quadro clínico do paciente”, esclarece a dra. Alessandra Ramos.