A dificuldade das pessoas em buscarem a detecção das doenças reumáticas faz com que a Sociedade Brasileira de Reumatologia defenda como fundamental o diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo diagnosticar o problema, melhor. Isto vai ajudar a controlar as doenças e evitar complicações que podem até incapacitar o paciente”, afirma o dr. Geraldo Castelar.
Esta detecção precoce depende de vários fatores. Entre eles a conscientização das pessoas sobre a doença. “A tendência das pessoas é procurararem antiinflamatórios. E dependem da orientação de farmacêuticos que são muito poucos dentro das farmácias. Este é um problema cultural pernicioso”, afirma por sua vez o dr. Cavalcanti, presidente da SBR.
O ideal, para prevenir complicações que as doenças reumáticas trazem com o tempo, é que os doentes procurem diretamente o reumatologista. “Isto vai trazer melhores resultados, além de garantir um tratamento com custos menores. Afinal, o problema estará na mão de especialistas”, afirma o dr. Caio Moreira.
Os representantes da Sociedade Brasileira de Reumatologia concordam, contudo, que seria impossível atender a todos. “Temos cerca de dois mil reumatologistas em todo o País”, afirma Castelar. Por isso, é importante que os outros especialistas que atendam casos de doenças reumáticas estejam em contato com reumatologistas para troca de informações.
O dr. Fernando Cavalcanti sugere ainda que os doentes criem associações e ONGs em defesa de tratamentos mais baratos.”Foi assim que os aidéticos e diabéticos conseguiram mais espaço e remédios no País”.