Hoje está sendo comemorado o dia mundial da menopausa. Também conhecida como climatério, este é um período em que os hormônios femininos, em grande profusão na adolescência, fazem falta às mulheres. Sabe-se que o estrógeno, um dos hormônios que deixam de ser produzidos na menopausa, atua no sistema reprodutor. Ele, contudo, possui funções ainda pouco conhecidas.
Sintomas como calores, suor noturno, ressecamento vaginal, oscilações de humor, dor de cabeça, incontinência urinária e redução do desejo sexual são freqüentes durante o climatério, nome dado à interrupção dos ciclos menstruais quando a mulher entra na maturidade, em geral, após os 45 anos.
polêmicaPara tratar destes pequenos incômodos, uma das soluções, hoje cercada de polêmica, é a TH (terapêutica hormonal). Dados apresentados neste ano pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas mostraram que 25% das mulheres norte-americanas que haviam parado de fazer esta terapia, depois da divulgação de que ela aumentaria o risco de certas doenças, voltaram ao tratamento.
“A publicação de pesquisas ora satisfatórias ora alarmantes ainda assusta as mulheres. O fato de as pessoas terem medo é uma forma compreensível de proteção, mas a medicina está mais cautelosa para pôr fim aos sintomas do climatério”, argumenta o ginecologista e obstetra Hans Wolfgang Halbe, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Um estudo norte-americano feito há dois anos em 16.608 mulheres, associou a TH a uma maior incidência de câncer, derrame e infarto. Com isso, as estratégias de combate aos sintomas da menopausa foram revistas.
Como hoje há maior certeza de que nem toda mulher pode se sujeitar àquela terapêutica, é preciso que o médico faça uma investigação minuciosa antes do início do tratamento.