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Dia do samba recupera nomes da velha guarda

Arquivo Geral

02/12/2004 0h00

O samba, um dos elementos mais importantes da cultura brasileira, pouca gente sabe, também tem seu dia. E é hoje. Hora de embarcar no Pagode do Trem, que parte da Estação Central do Brasil, rumo ao coração do povo e que, ano que vem, tem nova parada garantida: Brasília.

O Pagode do Trem é o momento em que o samba comemora sua altivez. Não é à toa que o evento, realizado anualmente na Cidade Maravilhosa, é comemorado neste 2 de dezembro, abrindo ala e fazendo fuzarca sob o comando da realeza. “Esse é o segundo maior evento popular do Rio de Janeiro, depois do Carnaval”, conceitua Marquinhos de Oswaldo Cruz, um dos criadores desta elegia do samba.

São cinco trens com 28 vagões que sai da Central do Brasil e vai até a última parada do trem, no tradicional bairro de Oswaldo Cruz, um dos berços do gênero. Em cada vagão, sambistas vão cantando e batucando, fazendo dançar os passageiros, numa comunhão rara com o samba.

O Pagode do Trem abre as portas para os representantes mais finos do samba de raiz, que fazem a corte das velhas guardas das escolas de samba. São lendas vivas, nomes como Nélson Sargento, Walter Alfaiate, Luiz Carlos da Vila, Délcio Carvalho, Noca da Portela, Mauro Diniz e Darcy Maravilha entre outros. “Vamos reunir cerca de 70 mil, contando com as pessoas que vão assistir ao aquecimento da saída do trem, e ao show na chegada dele. Foi assim no ano passado”, conta Marquinhos.

Mais do que uma catarse popular, o Pagode do Trem é uma tradução completa da paixão de um povo pelo samba e, aqui, sem o brilho ofuscante das lantejoulas e paetês dos desfiles das escolas de samba. “É uma festa onde os grandes sambistas não têm concorrência com atores globais, com alegorias e carros gigantescos. Esse é um dia que é só deles”, argumenta emocionado o coordenador do evento.

O Pagode do Trem sai do Rio, mas atravessa todo o País, pelo menos na alma. Por isso é que ele está pronto para ultrapassar fronteiras. “Vamos fazer espetáculos, ano que vem, em várias capitais para saudar o samba. E no roteiro estão São Paulo, Salvador, Recife e Brasília”, garante Marquinhos. É o samba interligando o País e aquecendo o motor da história e da cultura.

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    São cinco trens com 28 vagões que sai da Central do Brasil e vai até a última parada do trem, no tradicional bairro de Oswaldo Cruz, um dos berços do gênero. Em cada vagão, sambistas vão cantando e batucando, fazendo dançar os passageiros, numa comunhão rara com o samba.

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