A Bandeirantes tem que parar e pensar o que fazer da vida. A sua programação virou um samba do crioulo doido. Essa transição de emissora eminentemente esportiva para o jornalismo e entretenimento, não se completou e o que se vê são coisas disparatadas, antagônicas, convivendo lado a lado. Vamos imaginar o seguinte: o pastor R.R. Soares tem os seguidores dele, que devem ser muitos, acompanhando o seu horário de todas as noites. O programa é evangélico e o seu público, tudo leva a crer, é formado por pessoas religiosas, que não devem ver com simpatia e bons olhos o que diariamente é levado ao ar, por exemplo, no Boa Noite Brasil, comandado por Gilberto Barros. Se os dois programas estão coladinhos um no outro, com públicos completamente diferentes, imagina-se que aconteça uma troca completa de platéia. Pelas características distintas dos dois, é quase impossível imaginar um ou uma fiel da Igreja Internacional da Graça de Deus assistindo ao espetáculo, quase sempre apelativo, que a Bandeirantes apresenta a seguir. Como pode dar certo uma programação assim?