Sidney Magal não tem medo de tabus. Com planos de lançar um documentário sobre seus 30 anos de carreira, o eterno amante latino ainda provoca. Convidado para a Parada Gay de São Paulo, no dia 29 – cantará Tenho usando um terno rosa –, o cantor reafirma a sua já famosa tese de que todo ser humano é bissexual.
“Tenho falado demais sobre essa questão porque respeito muito a escolha sexual das pessoas. Minha intenção é acabar de vez com essa besteira”, explica. A teoria de Magal é a seguinte: “Assumo que todos nascemos bissexuais e, mais tarde, até pela criação, reprimimos nossos desejos e decidimos por um sexo. Mas a única liberdade que temos é desejar e pensar.”
O cantor defende o que chama de ‘sentimentos variados’. Casado há 25 anos, ele diz que preferiu ter filhos e investir numa relação monogâmica com a mulher, Magali. “Mas sempre gostei das pessoas bonitas e insinuantes. Se não fosse casado, não sei o que faria com o Reynaldo Gianecchini. Ele é bem-feito de corpo, sensual e provocante. Edson Celulari, com esse visual grisalho, também é muito sensual”, elogia.
E emenda: “Precisamos parar com essa besteira de que não podemos ter sentimentos variados”. Aos 51 anos, ele lembra que já confundiu os sentimentos. “Tinha um amigo na adolescência e achamos que estávamos com tesão um pelo outro. Qual garoto nunca ficou de arrasta-arrasta com outro? Qual menina nunca beijou a coleguinha por curiosidade?”. Ele frisa que nada rolou. “Confundimos as coisas, mas somos amigos até hoje. Nunca fomos para a cama”, jura.
Não foi com o amigo nem com nenhum homem. “A gente só resiste impondo limites”, diz. “Não vou trocar o que tenho agora por um desejo secreto”. Os três filhos, com idades entre 15 e 24 anos, tiram sarro: “Eles me chamam de boiola, mas entendem o que quero dizer com isso tudo”.