A Globo, graças ao poderio da sua produção e sempre auxiliada pela fragilidade das suas concorrentes no horário, conseguiu equilibrar a audiência da América. Não é lá essas coisas, inclusive está longe de repetir o sucesso das antigas ocupantes do horário, mas já registra números bem satisfatórios. Novela é uma obra aberta. América começou mal, só que pode perfeitamente melhorar ao longo dos cento e tantos capítulos que tem pela frente. O problema é que a história ainda não pegou. Glória Perez continua dando tiros pra tudo quanto é lado, esquecendo que o momento exige um foco central. É preciso carregar nos seus protagonistas, para depois amarrar com as demais personagens. Há um excesso de histórias paralelas, anulando e comprometendo o que seria o núcleo central. Por exemplo: sinceramente, dá pena ver a Daniela Escobar tentando fazer um papel que não existe. Uma coisa caricata, absurda e sem graça, que não altera o rumo de nada. O problema é que a autora ainda não demonstra estar recuperada dos diversos problemas ocorridos, que acabaram determinando o afastamento de Jayme Monjardim, o seu fiel parceiro de outras jornadas. Com todo respeito e por mais engraçado que possa parecer, o galã da história é um boi. O Bandido é o mocinho. Aí não há santo que resolva.