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Descoberto o gene causador do alcoolismo

Arquivo Geral

27/05/2004 0h00

Uma deficiência genética é uma das causas do vício em álcool, informaram ontem cientistas americanos que anunciaram também ter identificado o gene responsável por essa dependência. Os pesquisadores da Universidade de Illinois afirmaram que, em experimentos realizados com ratos, descobriram que os roedores que careciam de uma cópia do gene consumiam quantidades excessivas de álcool e preferiam beber etanol em vez de água.

Em um estudo publicado ontem na revista Journal of Neuroscience, os cientistas explicam que o gene processa uma proteína chamada Creb que regula a função cerebral durante o desenvolvimento e a aprendizagem. “Esta é a primeira prova de que existe uma relação entre a deficiência do gene e o comportamento vinculado ao álcool”, garantiu Subhash Pandey, professor de Psiquiatria e diretor de pesquisas sobre alcoolismo da Escola de Medicina da Universidade de Illinois.

Na pesquisa, os roedores que tinham só uma das duas cópias do gene produziam níveis abaixo do normal da proteína e de outro composto vinculado ao consumo de álcool. Esses ratos consumiam 50% de álcool a mais que seus outros companheiros e se mostravam muito mais ansiosos.

A preferência pelo consumo de álcool para reduzir a ansiedade é uma situação que não é estranha para os seres humanos, segundo Pandey. “Entre 30% e 70% dos alcoólatras sofrem de ansiedade e depressão. Para estes indivíduos, o consumo de álcool é uma forma de automedicação”, acrescentou.

Diagnóstico A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais, é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso social e a dependência nem sempre são claros. “Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo e diversos prejuízos foram detectados”, afirma o psiquiatra. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve sua auto-estima, sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática.

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    27/05/2004 0h00

    Uma deficiência genética é uma das causas do vício em álcool, informaram ontem cientistas americanos que anunciaram também ter identificado o gene responsável por essa dependência. Os pesquisadores da Universidade de Illinois afirmaram que, em experimentos realizados com ratos, descobriram que os roedores que careciam de uma cópia do gene consumiam quantidades excessivas de álcool e preferiam beber etanol em vez de água.

    Em um estudo publicado ontem na revista Journal of Neuroscience, os cientistas explicam que o gene processa uma proteína chamada Creb que regula a função cerebral durante o desenvolvimento e a aprendizagem. “Esta é a primeira prova de que existe uma relação entre a deficiência do gene e o comportamento vinculado ao álcool”, garantiu Subhash Pandey, professor de Psiquiatria e diretor de pesquisas sobre alcoolismo da Escola de Medicina da Universidade de Illinois.

    Na pesquisa, os roedores que tinham só uma das duas cópias do gene produziam níveis abaixo do normal da proteína e de outro composto vinculado ao consumo de álcool. Esses ratos consumiam 50% de álcool a mais que seus outros companheiros e se mostravam muito mais ansiosos.

    A preferência pelo consumo de álcool para reduzir a ansiedade é uma situação que não é estranha para os seres humanos, segundo Pandey. “Entre 30% e 70% dos alcoólatras sofrem de ansiedade e depressão. Para estes indivíduos, o consumo de álcool é uma forma de automedicação”, acrescentou.

    Diagnóstico A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais, é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso social e a dependência nem sempre são claros. “Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo e diversos prejuízos foram detectados”, afirma o psiquiatra. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve sua auto-estima, sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática.

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