A equação é muito simples: situação de dificuldade ou tensa, batimentos cardíacos acelerados, músculos rígidos, suor frio e pressão elevada. O resultado é estresse. Mas isso pasa rapidamente, logo após nos livrarmos do chamado fator estressante. Se isso ocorre com freqüência, várias vezes na semana ou até mesmo durante o dia, é porque chegou a hora de procurar um especialista. Sinais de estresse, tais como distúrbios no sono, irritabilidade, ansiedade, alteração de apetite, dificuldade de concentração e vigilância constante podem indicar se sua saúde está sendo prejudicada.
O estresse não é tratado como uma doença. É, sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que atacam o organismo e o emocional. De acordo com o psiquiatra paulista Renério Fraguas Junior, do Hospital das Clínicas, “o estresse do dia-a-dia é uma situação, somente o estresse pós-traumático pode ser considerado um transtorno psiquiátrico”. O psiquiatra aconselha consultar um médico assim que se perceber que os sintomas do estresse estão se prolongando demais.
“O ideal é procurar um clínico geral, um cardiologista ou qualquer médico de sua confiança para que ele possa encaminhar você a um especialista no assunto se julgar necessário, seja ele um psiquiatra ou um psicólogo”, recomenda o Fráguas.
A depressão está sendo considerada como o mal do século 21. Pouca gente sabe, mas a maioria dos casos de depressão começa com o estresse. Esse problema, juntamente com os distúrbios no sistema cardiovascular podem ser considerados os principais perigos que o estresse pode provocar.
PânicoSegundo o psiquiatra Renério Fraguas Junior, situações estressantes podem desencadear outros problemas além da depressão, como a síndrome do pânico e o transtorno bipolar, em que o estado do paciente oscila entre o eufórico e o depressivo.
O contrário também pode acontecer. Da mesma forma que pessoas submetidas a estresse são mais suscetíveis à depressão, as pessoas deprimidas têm mais propensão a se sentirem pressionadas e a se encontrarem em situações estressantes, ou seja, a depressão também favorece o estresse.
Fragilidades no sistema cradiovascular também costumam ser potencializadas com a depressão. Isso quer dizer que aqueles que já tiveram algum problema com o coração e apresentarem depressão associada a exposição ao estresse têm cerca de três vezes mais chance de sofrer um enfarte.