A experiência de seis décadas de carreira dedicadas sem interrupções à música popular é a atração de hoje do projeto Vitrine MPB. O mais paulistano dos grupos vocais, O Demônios da Garoa, promete colocar os brasilienses para dançar tocando clássicos de Adoniran Barbosa como Trem das Onze, Saudosa Maloca, O Samba do Arnesto, Iracema, Joga a Chave.
O grupo apresentará também versões para músicas de outros artistas como Preta Pretinha, de Os Novos Baianos, Vamo que Vamo, de Renato Teixeira e Chum-Chim-Chum , de Heitor Carrillo.
A atual formação do conjunto musical existe há nove anos: o fundador Toninho Gomes (violão-tenor), dois integrantes que voltaram, Izael Caldeira ( percussão) e Roberto Barbosa (cavaquinho), o Canhotinho, além dos novatos Sydnei Cláudio Simbad (violão de seis cordas), Ventura Ramires (violão de sete cordas) e Sérgio Rosa (pandeiro), o pimpolho, filho de Arnaldo Rosa, fundador da banda, morto há quatro anos.
O sexteto – que se denomina o elo nada perdido entre os grupos dos anos 30 e 50 e os melhores pagodeiros da atualidade – começou a carreira musical em 1942, com o nome de Grupo do Luar e tocando serenatas noite adentro. Curiosamente, o nome que os consagrou foi escolhido em um programa de rádio, por sugestão de um ouvinte que permaneceu anônimo.