Em seu novo filme, Passaporte para a Vida (originalmente intitulado de Laissez-passer), o cineasta Bertrand Tavernier reescreve o período da ocupação do território francês pelos alemães durante a 2ª Guerra Mundial sob a ótica de uma equipe de filmagem que tenta escapar do controle nazista. O cinema reflexivo de Tavernier faz referência à palavra de ordem do liberalismo econômico, Laissez-faire, Lasseiz-passer (Deixai fazer, deixai passar), expressão cunhada no século 18, que proclamava absoluta liberdade de produção e comercialização de mercadorias. Com ironia, é narrado o drama do cineasta Jean Devaivre (Jacques Gamblin, melhor ator no Festival de Berlim por seu papel no filme). Ele é convencido a entrar para a produtora Continental para disfarçar suas atividades na resistência francesa.