É complicada a situação da televisão a cabo no Brasil. Passado o período da implantação e da novidade oferecida ao público, verifica-se a existência de uma perigosa estagnação. Salvo raras e honrosas exceções, são poucos os canais que se destacam. Aí fica aquela dúvida: os grande patrocinadores não investem por que não dá retorno ou não dá retorno porque os grandes patrocinadores não investem? O caso tem suas peculiaridades. Em outros países, a aceitação dos canais a cabo aconteceu com mais facilidade, abriram-se novas perspectivas para os telespectadores e os anunciantes – pequenos, médios ou grandes – passaram a ter um maior leque de opções, podendo se dar ao luxo de escolher melhor onde destinar as suas mídias. Houve uma abertura de mercado, ao contrário do que acontece aqui. Nem mesmo os canais infantis, que têm um público alvo bem definido, conseguem bons patrocínios, diferentemente do que acontece na tevê aberta. Alguns entendem que é tudo uma questão de tempo. Aos poucos, o público saberá se acostumar com a existência desses novos canais. Só que aí vem aquela perguntinha: será que eles agüentam até lá? Já disse e repito: televisão, aberta ou fechada, aqui ou na Conchinchina, é um brinquedo muito caro. É caso para se estudar melhor.