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Dança e tecnologia no palco

Arquivo Geral

30/10/2003 0h00

O grupo de Dança Cena 11, de Florianópolis (SC), apresenta o espetáculo SKR-Procedimento 01 hoje, às 21h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. A apresentação é o mais recente experimento dentro do Projeto SKR, criado no ano passado pelo grupo catarinense.

De acordo com o coreógrafo Alejandro Ahmed, o projeto foi lançado no ano passado com o objetivo de colocar à disposição do público o processo de pesquisa para o próximo trabalho da companhia, Skinnerbox, com estréia prevista para 2004. “O projeto está dividido em vários procedimentos. Em Brasília vamos mostrar o primeiro deles”, afirma.

O espetáculo mescla elementos de vídeo, slides, referências de videogame e histórias em quadrinhos. Serão realizados experimentos teóricos/práticos apresentados em busca de um formato que integre a participação interdisciplinar dos convidados.

SKR-Procedimento 01 é dividido em duas etapas. A primeira, de 40 minutos, é a exposição cênica da proposta coreográfica, e a segunda, também de 40 minutos, é uma interação com o público, que responde a um questionário sobre as possíveis relações entre homem e máquina, sujeito e objeto, controle e comunicação. São 40 minutos de conversa dirigida. “Queremos saber qual a relação que o público vê no que foi anteriormente apresentado. Ele tem de responder o que pensa sobre aquilo. Depois conversamos”, explica Alejandro.

O Cena 11 existe desde 1993 e utiliza recursos de vídeo, robótica, cadeiras e bastões para inovar. Os dez bailarinos que compõem o elenco dividem o palco com dois protótipos telecomandados (robôs). Um com a função de riscar o chão, determinando o local e o momento da ação dos bailarinos. O outro portando uma microcâmera com movimentos independentes aos do robô, filma a evolução da companhia, mostrando cenas muitas vezes imperceptíveis. O uso da tecnologia oferece ângulos privilegiados para a platéia, pois as imagens são projetadas em um telão.

Sapatos e elementos para a proteção de joelhos, cotovelos, cóccix e espinha ilíaca são alguns dos acessórios utilizados no espetáculo. A trilha sonora é executada ao vivo por Hedra Rockenbach, utilizando timbres eletrônicos.

Segundo o coreógrafo, em todas as cidades que o grupo já se apresentou são feitos cadastros da conversa com o público. “Estamos tendo um resultado sempre positivo. Esperamos um feed-back rico de Brasília, por ser uma cidade com um público muito bem informado”, conclui.

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    30/10/2003 0h00

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    De acordo com o coreógrafo Alejandro Ahmed, o projeto foi lançado no ano passado com o objetivo de colocar à disposição do público o processo de pesquisa para o próximo trabalho da companhia, Skinnerbox, com estréia prevista para 2004. “O projeto está dividido em vários procedimentos. Em Brasília vamos mostrar o primeiro deles”, afirma.

    O espetáculo mescla elementos de vídeo, slides, referências de videogame e histórias em quadrinhos. Serão realizados experimentos teóricos/práticos apresentados em busca de um formato que integre a participação interdisciplinar dos convidados.

    SKR-Procedimento 01 é dividido em duas etapas. A primeira, de 40 minutos, é a exposição cênica da proposta coreográfica, e a segunda, também de 40 minutos, é uma interação com o público, que responde a um questionário sobre as possíveis relações entre homem e máquina, sujeito e objeto, controle e comunicação. São 40 minutos de conversa dirigida. “Queremos saber qual a relação que o público vê no que foi anteriormente apresentado. Ele tem de responder o que pensa sobre aquilo. Depois conversamos”, explica Alejandro.

    O Cena 11 existe desde 1993 e utiliza recursos de vídeo, robótica, cadeiras e bastões para inovar. Os dez bailarinos que compõem o elenco dividem o palco com dois protótipos telecomandados (robôs). Um com a função de riscar o chão, determinando o local e o momento da ação dos bailarinos. O outro portando uma microcâmera com movimentos independentes aos do robô, filma a evolução da companhia, mostrando cenas muitas vezes imperceptíveis. O uso da tecnologia oferece ângulos privilegiados para a platéia, pois as imagens são projetadas em um telão.

    Sapatos e elementos para a proteção de joelhos, cotovelos, cóccix e espinha ilíaca são alguns dos acessórios utilizados no espetáculo. A trilha sonora é executada ao vivo por Hedra Rockenbach, utilizando timbres eletrônicos.

    Segundo o coreógrafo, em todas as cidades que o grupo já se apresentou são feitos cadastros da conversa com o público. “Estamos tendo um resultado sempre positivo. Esperamos um feed-back rico de Brasília, por ser uma cidade com um público muito bem informado”, conclui.

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