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Dança e esporte contra o diabetes

Arquivo Geral

28/04/2004 0h00

Diferentemente do que se ouve por aí, ser diabético não significa estar incapacitado para a prática de exercícios físicos. Com o intuito de mostrar que os diabéticos podem e devem manter uma atividade física, a Universidade de Brasília criou o Programa Orientado de Atividades Físicas para Diabéticos (Proafidi), um projeto gratuito de educação em diabetes realizado diariamente no Centro Olímpico da UnB para pessoas de sete a 80 anos.

A autora da idéia é a professora de educação física Jane Dullius, 43 anos, diabética há mais de 30. Quando criança, sua mãe enfrentou um médico para que ela continuasse as atividades físicas, mesmo sendo hiperglicêmica. Hoje, a professora desenvolve o trabalho junto com uma equipe de estudantes e profissionais de educação física e de outras áreas, como nutrição, enfermagem e psicologia. “A proposta é ter sempre um ambiente disponível para que os diabéticos possam ser acompanhados”, avalia Jane.

Os encontros com a comunidade diabética são realizados de segunda-feira a sábado. Primeiramente é feita a medição da glicemia (açúcar no sangue) e da pressão arterial e são avaliadas as condições gerais de saúde. Depois, são desenvolvidas atividades físicas, brincadeiras com as crianças e, para finalizar, debate e orientações sobre o problema.

PilarEspecialmente nesta semana, o Proafidi desenvolve o projeto Diabetes e juventude: dança, esporte e saúde. Os eventos serão hoje e sexta-feira, das 16h às 18h, no Centro Olímpico da UnB. O objetivo é orientar os jovens sobre a prática de atividades como futebol, tênis, musculação, entre outras, além de conversar sobre atletas diabéticos, esportes radicais e os cuidados que devem tomar ao praticá-los. “A atividade física é um dos pilares para o tratamento da diabetes. Faz bem para a saúde”, afirma a professora.

Sempre que pode, Rafael Sabóia, nove anos, participa do projeto. O garoto teve a doença diagnosticada aos três anos. Sua mãe, Renata Sabóia, 28, acha importante este tipo de programa. “Fica mais fácil a compreensão da deficiência. Serve para mostrar que não são únicos no mundo e que podem ser felizes e saudáveis”, diz Renata. Para ela, o pior é o fato de as crianças terem de ficar explicando porque consomem alimentos light e diet.

Para Mariana Rodrigues de Faria, de dez anos, as atividades são ótimas para distrair e saber mais sobre a doença. “Fazemos tudo juntos. Aprendo a calcular quanto de insulina preciso no momento”, diz a garota, antes de aplicar a substância na barriga. “É onde eu prefiro”, explica.

Além das crianças, os adultos e idosos também participam do programa. Para o administrador Geovan Carmo de Assis, 28, a mudança nos hábitos alimentares fez muita diferença. “É uma troca de idéias, é bom saber que tem mais gente com o mesmo problema”, diz.

O Proafidi funciona desde março de 2001 e já atendeu a milhares de pessoas com o problema. “A diabetes é uma condição crônica que exige um acompanhamento próximo e contínuo”, explica a professora. Muita gente não tem suficiente informação nem acesso freqüente a profissionais que possam acompanhar o tratamento.

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    A autora da idéia é a professora de educação física Jane Dullius, 43 anos, diabética há mais de 30. Quando criança, sua mãe enfrentou um médico para que ela continuasse as atividades físicas, mesmo sendo hiperglicêmica. Hoje, a professora desenvolve o trabalho junto com uma equipe de estudantes e profissionais de educação física e de outras áreas, como nutrição, enfermagem e psicologia. “A proposta é ter sempre um ambiente disponível para que os diabéticos possam ser acompanhados”, avalia Jane.

    Os encontros com a comunidade diabética são realizados de segunda-feira a sábado. Primeiramente é feita a medição da glicemia (açúcar no sangue) e da pressão arterial e são avaliadas as condições gerais de saúde. Depois, são desenvolvidas atividades físicas, brincadeiras com as crianças e, para finalizar, debate e orientações sobre o problema.

    PilarEspecialmente nesta semana, o Proafidi desenvolve o projeto Diabetes e juventude: dança, esporte e saúde. Os eventos serão hoje e sexta-feira, das 16h às 18h, no Centro Olímpico da UnB. O objetivo é orientar os jovens sobre a prática de atividades como futebol, tênis, musculação, entre outras, além de conversar sobre atletas diabéticos, esportes radicais e os cuidados que devem tomar ao praticá-los. “A atividade física é um dos pilares para o tratamento da diabetes. Faz bem para a saúde”, afirma a professora.

    Sempre que pode, Rafael Sabóia, nove anos, participa do projeto. O garoto teve a doença diagnosticada aos três anos. Sua mãe, Renata Sabóia, 28, acha importante este tipo de programa. “Fica mais fácil a compreensão da deficiência. Serve para mostrar que não são únicos no mundo e que podem ser felizes e saudáveis”, diz Renata. Para ela, o pior é o fato de as crianças terem de ficar explicando porque consomem alimentos light e diet.

    Para Mariana Rodrigues de Faria, de dez anos, as atividades são ótimas para distrair e saber mais sobre a doença. “Fazemos tudo juntos. Aprendo a calcular quanto de insulina preciso no momento”, diz a garota, antes de aplicar a substância na barriga. “É onde eu prefiro”, explica.

    Além das crianças, os adultos e idosos também participam do programa. Para o administrador Geovan Carmo de Assis, 28, a mudança nos hábitos alimentares fez muita diferença. “É uma troca de idéias, é bom saber que tem mais gente com o mesmo problema”, diz.

    O Proafidi funciona desde março de 2001 e já atendeu a milhares de pessoas com o problema. “A diabetes é uma condição crônica que exige um acompanhamento próximo e contínuo”, explica a professora. Muita gente não tem suficiente informação nem acesso freqüente a profissionais que possam acompanhar o tratamento.

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