Depois de concorrer no ano passado com o longa-metragem 500 Almas e ser premiado (levou os Candangos de melhor fotografia, montagem, som e trilha sonora), o diretor Joel Pizzini volta ao Festival de Brasília, agora na categoria de curta-metragem, com o documentário Dormente, que será exibido hoje, às 20h30, no Cine Brasília. Por meio de trilhos e cabos elétricos e um jogo de luzes artificais, o filme fala sobre a obscuridade da vida cotidiana.
Antes de chegar à Brasília, Pizzini esteve na Itália, onde apresentou o filme 500 Almas no Festival de Turim, e acaba de ser convidado para a Mostra de Cinema Internacionalde Fribourg, na Suíça. Em 2006, o cineasta mato-grossense vai desenvolver o projeto Luz nas Trevas, último roteiro escrito por Rogério Sganzerla (1946-2004), a ser dirigido por Pizzini e pela atriz e esposa de Sganzerla, Helena Ignez.
A outra concorrente da noite na categoria de curtas é a cineasta baiana Sofia Federico. Premiada no Cine Ceará de 2003 com seu primeiro filme, Cega Seca, ela estréia no Festival de Brasília com a ficção Vermelho Rubro do Céu da Boca . No curta, um velho (Paulo César Peréio) preso a lembranças do passado e uma jovem (Flávia Marco Antônio) cheia de sonhos sobre o futuro têm os caminhos separados por um rio. Peréio levou em 2003 o Candango de melhor ator pela atuação em Armada, de Maurice Capovilla.