Problemas visuais em crianças entre três e quatro anos são de difícil identificação. A criança não sabe o que é enxergar perfeitamente e, por esta razão, nem sempre vai comentar suas dificuldades com os pais. Estes devem estar atentos e levar seus filhos ao oftalmologista em, pelo menos, dois momentos: aos três e aos sete anos. A consulta pode levar ao diagnóstico de doenças que somente seriam descobertas em um estágio avançado.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 7,5 milhões de crianças em idade escolar sejam portadoras de algum tipo de deficiência visual. Destas, 25% apresentam sintomas; os outros 75% necessitam de testes específicos de visão para identificar o problema. “É fundamental que toda criança seja examinada por um oftalmologista, pois só assim podemos modificar as estatísticas”, afirma Amaryllis Avakian, coordenadora do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas.
Também é importante que os pais observem mudanças de comportamento da criança, como colocar um livro ou uma revista muito perto ou longe dos olhos; reclamações constantes de dores de cabeça ou forçar a vista para enxergar.
Ensino fundamentalDe acordo com números publicados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), baseados nas campanhas de Triagem Visual dos projetos Bem Brasil e Olho no Olho, aproximadamente 20% dos escolares apresentam alguma alteração ocular e 10% dos alunos do Ensino Fundamental necessitam de correção ótica por serem portadores de erros de refração.
Os problemas de visão mais comuns em crianças são a hipermetropia, a miopia, astigmatismo, estrabismo, a ambliopia (o chamado olho preguiçoso), a conjuntivite e a catarata congênita. Segundo Amaryllis Avakian, a maioria das disfunções pode ser corrigida, desde que os pais levem seus filhos ao oftalmologista ainda quando pequenos.
Acidentes domésticos devem ser prevenidos. Facas, tesouras e quaisquer outros objetos pontiagudos ou cortantes precisam ser mantidos fora do alcance das crianças. Panelas quentes podem causar queimaduras; produtos de limpeza, alergias; batidas na quina da mesa, furo nos olhos.