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Cuidados paliativos ajudam pacientes

Arquivo Geral

13/11/2004 0h00

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados paliativos são uma abordagem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam doenças com risco de morte e de seus familiares. A Medicina Paliativa trabalha com a prevenção e o alívio do sofrimento a partir do diagnóstico. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, já dispõe de uma unidade especializada em cuidados paliativos: o Hospital do Câncer IV. A meta das autoridades de saúde é difundir e implementar a experiência no Sistema Único de Saúde (SUS) e buscar a regulamentação da especialidade de Medicina Paliativa até o início de 2005.

As equipes do Hospital do Câncer IV são formadas por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Eles identificam problemas de ordem física, psicossocial e espiritual no paciente. Não são apenas conseqüências das doenças, mas também dos efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia. Entre esses efeitos, estão a falta de ar, as náuseas, a dor, a febre, o desânimo e a depressão. Cerca de 70% das pessoas que têm câncer sentem dor.

Apetite A falta de apetite é um dos sintomas mais comuns que acompanham as vítimas de câncer. Ela acontece principalmente devido às alterações metabólicas. Além da própria doença, fatores como a diminuição ou ausência das atividades físicas, a manifestação de dor e as alterações no estado psicológico podem contribuir para que o paciente sinta pouca ou nenhuma vontade de comer.

Quando ele sofre de falta de apetite, a equipe de cuidados paliativos entra com alguns recursos, como distraí-lo na hora da alimentação, oferecer pequenas quantidades de comida várias vezes ao dia e enriquecer a dieta com alimentos variados, como vitaminas de frutas misturadas com carne e legumes. Tentar manter o paciente bem alimentado é um dos valiosos cuidados paliativos.

Atenção integral Para o diretor do Hospital do Câncer IV, Maurílio Martins, a grande mudança em relação aos cuidados paliativos é que nos últimos anos eles passaram a ser ministrados em todas as etapas do tratamento. “Antes, só os doentes em estado terminal recebiam tais cuidados. Hoje, estendemos isso a todos os pacientes”, afirma Maurílio.

A Medicina Paliativa é considerada, na atualidade, um apoio essencial para a Oncologia (especialidade médica que trata o câncer). Maurílio Martins diz que a melhora na qualidade de vida do paciente é sensível graças a esses cuidados. “Nosso objetivo é fazer com que o paciente sofra o mínimo possível”, explica o diretor do Hospital do Câncer IV.

O uso da Medicina Paliativa no tratamento de doenças graves está diretamente ligado à Política Nacional de Humanização do SUS (HumanizaSUS) e ao princípio da integralidade do Sistema Único de Saúde. “Não tratamos apenas um tumor ou uma doença. Damos atenção total ao paciente. Trabalhamos com todos os enfoques possíveis”, afirma Martins.

Nesse contexto, a atenção psicossocial tem papel ativo, de apoio tanto ao paciente quanto à própria família. As equipes podem colaborar para desfazer mitos em relação ao câncer. “O preconceito em relação à doença acaba provocando o isolamento do paciente. Muitas pessoas ainda acreditam que o câncer é uma doença contagiosa”, exemplifica Maurílio Martins.

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    Cuidados paliativos ajudam pacientes

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    13/11/2004 0h00

    Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados paliativos são uma abordagem para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam doenças com risco de morte e de seus familiares. A Medicina Paliativa trabalha com a prevenção e o alívio do sofrimento a partir do diagnóstico. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, já dispõe de uma unidade especializada em cuidados paliativos: o Hospital do Câncer IV. A meta das autoridades de saúde é difundir e implementar a experiência no Sistema Único de Saúde (SUS) e buscar a regulamentação da especialidade de Medicina Paliativa até o início de 2005.

    As equipes do Hospital do Câncer IV são formadas por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Eles identificam problemas de ordem física, psicossocial e espiritual no paciente. Não são apenas conseqüências das doenças, mas também dos efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia. Entre esses efeitos, estão a falta de ar, as náuseas, a dor, a febre, o desânimo e a depressão. Cerca de 70% das pessoas que têm câncer sentem dor.

    Apetite A falta de apetite é um dos sintomas mais comuns que acompanham as vítimas de câncer. Ela acontece principalmente devido às alterações metabólicas. Além da própria doença, fatores como a diminuição ou ausência das atividades físicas, a manifestação de dor e as alterações no estado psicológico podem contribuir para que o paciente sinta pouca ou nenhuma vontade de comer.

    Quando ele sofre de falta de apetite, a equipe de cuidados paliativos entra com alguns recursos, como distraí-lo na hora da alimentação, oferecer pequenas quantidades de comida várias vezes ao dia e enriquecer a dieta com alimentos variados, como vitaminas de frutas misturadas com carne e legumes. Tentar manter o paciente bem alimentado é um dos valiosos cuidados paliativos.

    Atenção integral Para o diretor do Hospital do Câncer IV, Maurílio Martins, a grande mudança em relação aos cuidados paliativos é que nos últimos anos eles passaram a ser ministrados em todas as etapas do tratamento. “Antes, só os doentes em estado terminal recebiam tais cuidados. Hoje, estendemos isso a todos os pacientes”, afirma Maurílio.

    A Medicina Paliativa é considerada, na atualidade, um apoio essencial para a Oncologia (especialidade médica que trata o câncer). Maurílio Martins diz que a melhora na qualidade de vida do paciente é sensível graças a esses cuidados. “Nosso objetivo é fazer com que o paciente sofra o mínimo possível”, explica o diretor do Hospital do Câncer IV.

    O uso da Medicina Paliativa no tratamento de doenças graves está diretamente ligado à Política Nacional de Humanização do SUS (HumanizaSUS) e ao princípio da integralidade do Sistema Único de Saúde. “Não tratamos apenas um tumor ou uma doença. Damos atenção total ao paciente. Trabalhamos com todos os enfoques possíveis”, afirma Martins.

    Nesse contexto, a atenção psicossocial tem papel ativo, de apoio tanto ao paciente quanto à própria família. As equipes podem colaborar para desfazer mitos em relação ao câncer. “O preconceito em relação à doença acaba provocando o isolamento do paciente. Muitas pessoas ainda acreditam que o câncer é uma doença contagiosa”, exemplifica Maurílio Martins.

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