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Cuidado com dor de cabeça e formigamento

Arquivo Geral

18/11/2004 0h00

Você pode não ter ouvido falar, mas um distúrbio de nome complicado e um pouco assustador, a Disfunção Têmporo-Mandibular (DTM), é mais comum do que se imagina. Este problema, descoberto no século 19 e ainda pouco conhecido, e que atinge todas idades, principalmente as mulheres entre 20 e 40 anos, pode ter alguma relação com 38% das dores de cabeça.

A DTM é o funcionamento anormal de diversas partes do rosto: a articulação temporo-mandibular (aquela que ajuda a fechar e abrir a boca), ligamentos, músculos da mastigação, dentes e estruturas de suporte dentário. Cerca de 70 %, em média, da população têm pelo menos um sintoma dessa disfunção, que são dores na nuca, nos ombros, cansaço, formigamento, irritação e também a nunca bem-vinda dor de cabeça.

“São sintomas que podem comprometer a função social do indivíduo por causa da irritabilidade e da falta de concentração causadas pelo distúrbio”, afirma o dr. Leonardo Marchini, cirurgião-dentista formado pela Universidade do Estado de São Paulo – Unesp e professor de Desordem Crânio Mandibular (outro nome para a DTM), em entrevista ao Jornal de Brasília.

O especialista explica que a DTM é caracterizada quando se tem uma alteração muscular ou uma alteração nas articulações temporo-mandibulares (ATM), na região da tempora. A dor ocorre somente quando a alteração é no músculo. Existem três musculaturas que podem ser afetadas – a temporal, a massepia e a pterigodeo, esta última inserida dentro de um osso.

Por incrível que pareça, o que pode levar a pessoa a ter a alteração que causa dor é o uso excessivo dos músculos da boca. “Assim como fazer esporte em excesso, usar os músculos da boca em demasia também pode levar a problemas”, argumenta o dr. Marchini.

As pessoas costumam exercitar em excesso os músculos faciais, em práticas comumente bobas e cotidianas, como roer unhas, mascar chicletes, apertar ou ranger os dentes habitualmente ou ficar mastigando objetos impróprios e nada higiênicos como canetas, lápis, tampas de plástico, antena de celular, haste de óculos, canudos de refrigerante etc

A DTM, contudo, é causada por outros fatores, entre eles o encaixe impróprio dos dentes e má postura do corpo, como quando, por exemplo, a pessoa costuma segurar o telefone com o queixo. Acontece também da pessoa já ter alguma alteração muscular e só sentir dor em uma crise de estresse. Traumas físicos – como estar em uma batida de carro – também podem levar a pessoa a ter a disfunção.

Devido a todos esses fatores, a doença costuma ser estudada e tratada por diversos especialistas, como o médico clínico, neurologista, cirurgião buco-maxilo-facial, dentista clínico, médico fisiatra, fonoaudiólogo, psiquiatra e também o psicólogo.

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    18/11/2004 0h00

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    A DTM é o funcionamento anormal de diversas partes do rosto: a articulação temporo-mandibular (aquela que ajuda a fechar e abrir a boca), ligamentos, músculos da mastigação, dentes e estruturas de suporte dentário. Cerca de 70 %, em média, da população têm pelo menos um sintoma dessa disfunção, que são dores na nuca, nos ombros, cansaço, formigamento, irritação e também a nunca bem-vinda dor de cabeça.

    “São sintomas que podem comprometer a função social do indivíduo por causa da irritabilidade e da falta de concentração causadas pelo distúrbio”, afirma o dr. Leonardo Marchini, cirurgião-dentista formado pela Universidade do Estado de São Paulo – Unesp e professor de Desordem Crânio Mandibular (outro nome para a DTM), em entrevista ao Jornal de Brasília.

    O especialista explica que a DTM é caracterizada quando se tem uma alteração muscular ou uma alteração nas articulações temporo-mandibulares (ATM), na região da tempora. A dor ocorre somente quando a alteração é no músculo. Existem três musculaturas que podem ser afetadas – a temporal, a massepia e a pterigodeo, esta última inserida dentro de um osso.

    Por incrível que pareça, o que pode levar a pessoa a ter a alteração que causa dor é o uso excessivo dos músculos da boca. “Assim como fazer esporte em excesso, usar os músculos da boca em demasia também pode levar a problemas”, argumenta o dr. Marchini.

    As pessoas costumam exercitar em excesso os músculos faciais, em práticas comumente bobas e cotidianas, como roer unhas, mascar chicletes, apertar ou ranger os dentes habitualmente ou ficar mastigando objetos impróprios e nada higiênicos como canetas, lápis, tampas de plástico, antena de celular, haste de óculos, canudos de refrigerante etc

    A DTM, contudo, é causada por outros fatores, entre eles o encaixe impróprio dos dentes e má postura do corpo, como quando, por exemplo, a pessoa costuma segurar o telefone com o queixo. Acontece também da pessoa já ter alguma alteração muscular e só sentir dor em uma crise de estresse. Traumas físicos – como estar em uma batida de carro – também podem levar a pessoa a ter a disfunção.

    Devido a todos esses fatores, a doença costuma ser estudada e tratada por diversos especialistas, como o médico clínico, neurologista, cirurgião buco-maxilo-facial, dentista clínico, médico fisiatra, fonoaudiólogo, psiquiatra e também o psicólogo.

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