Bebendo na mesma fonte de O Rappa e do Cidade Negra, surge, direto da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, uma banda engajada e com boas letras que ainda vai dar o que falar: Maria Preta. O disco de estréia Cabeça, Tronco e Membro(Sum Records), tem uma levada pop que lembra a mistura de rock, peso e reggae das duas bandas citadas anteriormente. As letras falam do cotidiano violento das metrópoles, inspiradas, obviamente na capital carioca, como em Só Deus Nessa Hora e de esperança e luta, como na politizada Resistência, que abre em grande estilo o disco. Outros destaques são o reggae A Flor e a versão para Carcará, clássico de João do Vale. (R.A)
No caminho certo
Sukhoi é uma das boas apostas roqueiras do selo Indie Records (em parceria com outra empresa, a T-Rec). Pegando a onda do novo metal, representado por bandas como Limp Bizkit e Korn, Tarcísio Caddah (guitarra e voz), Xande (guitarra, rap e programação), Fernando Carvalho (baixo e voz) e Diego Andrade (bateria) detonam um rock que mistura peso e momentos mais baladeiros com competência instrumental para falar de relacionamentos pessoais, como em Solidão a Dois, que fez parte da trilha da série Malhação. Bom mesmo é quando os rapazes se inspiram em Rage Against The Machine, mesclando rock e rap, em sons como na ótima Partida. (R.A.)
Fundo musical
Pense em uma reunião de amigos, onde a música é utilizada como um fundo musical agradável para o bate-papo. Pense, para isso, na série, Blue Note Plays(EMI), que reúne instrumentistas, em interpretações irregulares, para fazer covers de gente bacana e influenciadora, como Burt Bacharach, Stevie Wonder e Beatles. No caso de Steve Wonder, o time da gravadora EMI pega de leve em ótimas canções do artista, como I Wish, onde o sax alto de Najee, com curtos vôos jazzísticos, poderia ir bem mais longe. Comportado também está o ótimo guitarrista Stanley Jordan em Eleanor Rigby, no CD dedicado aos Beatles. Muito chique, porém, o mais do mesmo. (R.A.)