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Crítica

Arquivo Geral

13/06/2005 0h00

Dentro da TV Globo, principalmente entre os seus artistas, é onde existe a maior rejeição ao Big Brother e demais programas do gênero. Em tom de critica, no A Grande Família da semana passada, Lúcio Mauro Filho disse a Marieta Severo: “Agora sou um ex-BBB. Aparecer em festa é a minha profissão”.

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    Crítica

    Arquivo Geral

    13/06/2005 0h00

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      Crítica

      Arquivo Geral

      01/11/2004 0h00

      Bebendo na mesma fonte de O Rappa e do Cidade Negra, surge, direto da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, uma banda engajada e com boas letras que ainda vai dar o que falar: Maria Preta. O disco de estréia Cabeça, Tronco e Membro(Sum Records), tem uma levada pop que lembra a mistura de rock, peso e reggae das duas bandas citadas anteriormente. As letras falam do cotidiano violento das metrópoles, inspiradas, obviamente na capital carioca, como em Só Deus Nessa Hora e de esperança e luta, como na politizada Resistência, que abre em grande estilo o disco. Outros destaques são o reggae A Flor e a versão para Carcará, clássico de João do Vale. (R.A)

      No caminho certo

      Sukhoi é uma das boas apostas roqueiras do selo Indie Records (em parceria com outra empresa, a T-Rec). Pegando a onda do novo metal, representado por bandas como Limp Bizkit e Korn, Tarcísio Caddah (guitarra e voz), Xande (guitarra, rap e programação), Fernando Carvalho (baixo e voz) e Diego Andrade (bateria) detonam um rock que mistura peso e momentos mais baladeiros com competência instrumental para falar de relacionamentos pessoais, como em Solidão a Dois, que fez parte da trilha da série Malhação. Bom mesmo é quando os rapazes se inspiram em Rage Against The Machine, mesclando rock e rap, em sons como na ótima Partida. (R.A.)

      Fundo musical

      Pense em uma reunião de amigos, onde a música é utilizada como um fundo musical agradável para o bate-papo. Pense, para isso, na série, Blue Note Plays(EMI), que reúne instrumentistas, em interpretações irregulares, para fazer covers de gente bacana e influenciadora, como Burt Bacharach, Stevie Wonder e Beatles. No caso de Steve Wonder, o time da gravadora EMI pega de leve em ótimas canções do artista, como I Wish, onde o sax alto de Najee, com curtos vôos jazzísticos, poderia ir bem mais longe. Comportado também está o ótimo guitarrista Stanley Jordan em Eleanor Rigby, no CD dedicado aos Beatles. Muito chique, porém, o mais do mesmo. (R.A.)

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        Crítica

        Arquivo Geral

        01/11/2004 0h00

        Bebendo na mesma fonte de O Rappa e do Cidade Negra, surge, direto da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, uma banda engajada e com boas letras que ainda vai dar o que falar: Maria Preta. O disco de estréia Cabeça, Tronco e Membro(Sum Records), tem uma levada pop que lembra a mistura de rock, peso e reggae das duas bandas citadas anteriormente. As letras falam do cotidiano violento das metrópoles, inspiradas, obviamente na capital carioca, como em Só Deus Nessa Hora e de esperança e luta, como na politizada Resistência, que abre em grande estilo o disco. Outros destaques são o reggae A Flor e a versão para Carcará, clássico de João do Vale. (R.A)

        No caminho certo

        Sukhoi é uma das boas apostas roqueiras do selo Indie Records (em parceria com outra empresa, a T-Rec). Pegando a onda do novo metal, representado por bandas como Limp Bizkit e Korn, Tarcísio Caddah (guitarra e voz), Xande (guitarra, rap e programação), Fernando Carvalho (baixo e voz) e Diego Andrade (bateria) detonam um rock que mistura peso e momentos mais baladeiros com competência instrumental para falar de relacionamentos pessoais, como em Solidão a Dois, que fez parte da trilha da série Malhação. Bom mesmo é quando os rapazes se inspiram em Rage Against The Machine, mesclando rock e rap, em sons como na ótima Partida. (R.A.)

        Fundo musical

        Pense em uma reunião de amigos, onde a música é utilizada como um fundo musical agradável para o bate-papo. Pense, para isso, na série, Blue Note Plays(EMI), que reúne instrumentistas, em interpretações irregulares, para fazer covers de gente bacana e influenciadora, como Burt Bacharach, Stevie Wonder e Beatles. No caso de Steve Wonder, o time da gravadora EMI pega de leve em ótimas canções do artista, como I Wish, onde o sax alto de Najee, com curtos vôos jazzísticos, poderia ir bem mais longe. Comportado também está o ótimo guitarrista Stanley Jordan em Eleanor Rigby, no CD dedicado aos Beatles. Muito chique, porém, o mais do mesmo. (R.A.)

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          Crítica

          Arquivo Geral

          18/10/2004 0h00

          A música caipira se redescobre e se multiplica nos mais diversos tons na excelente coletânea Os Bambas da Viola, da Kuarup Discos. O álbum apresenta não menos que a versatilidade dos dedos dos mestres do instrumento, Chico Lobo (Ibérica e Vazante), Roberto Corrêa (Noites do Sertão, Extremosa-Rosa e Futrica Infinita), Almir Sater (Mazurca-Choro e Rasta), Helena Meirelles (Guaxo e Tropeiro), Renato Andrade (Os Ciganos e Música do Coronel) e Heraldo do Monte (Maria Bethânia). (G.L.).

          Morris Albert renasce pop

          Oito anos se passaram sem se ouvir qualquer novidade do brasileiro naturalizado americano Morris Albert. Com o novo disco Moods (Indie Records), o compositor de Feelings e Gonna Love You More, se distancia da fase romântica “cult”, refinada, e renasce mais pop do que nunca. Albert vai ao extremo com letras pobres (Hold on To You) e melodias fáceis (a exemplo de This Girl is Shining). Contudo, mantém a pose calcada no jazz na melhor faixa, Give a Little Love. (G.L.).

          Tarantino ataca de tex-mex na trilha sonora

          Desde o cultuado Pulp Fiction (1994), o cineasta Quentin Tarantino não abre mão de lançar, junto com seus filmes, trilhas sonoras à altura. Com Kill Bill não foi diferente. Depois da trilha do Vol.1, chegam às lojas Kill Bill Vol. 2, repleto de bons temas tex-mex, como a Malagueña Salerosa, de Chingon, Il Tromonto, de Ennio Morricone e Tu Mirá, de Lole Y Manuel. Tarantino também continua inserindo diálogos do filme entre uma faixa e outra, caso das conversas entre Uma Thurman e David Carradine. (Taís Rocha).

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            Crítica

            Arquivo Geral

            18/10/2004 0h00

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            Oito anos se passaram sem se ouvir qualquer novidade do brasileiro naturalizado americano Morris Albert. Com o novo disco Moods (Indie Records), o compositor de Feelings e Gonna Love You More, se distancia da fase romântica “cult”, refinada, e renasce mais pop do que nunca. Albert vai ao extremo com letras pobres (Hold on To You) e melodias fáceis (a exemplo de This Girl is Shining). Contudo, mantém a pose calcada no jazz na melhor faixa, Give a Little Love. (G.L.).

            Tarantino ataca de tex-mex na trilha sonora

            Desde o cultuado Pulp Fiction (1994), o cineasta Quentin Tarantino não abre mão de lançar, junto com seus filmes, trilhas sonoras à altura. Com Kill Bill não foi diferente. Depois da trilha do Vol.1, chegam às lojas Kill Bill Vol. 2, repleto de bons temas tex-mex, como a Malagueña Salerosa, de Chingon, Il Tromonto, de Ennio Morricone e Tu Mirá, de Lole Y Manuel. Tarantino também continua inserindo diálogos do filme entre uma faixa e outra, caso das conversas entre Uma Thurman e David Carradine. (Taís Rocha).

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              Crítica

              Arquivo Geral

              11/10/2004 0h00

              A gravadora Biscoito Fino resgata um importante momento da carreira do compositor e maestro Francis Hime com o relançamento de Álbum Musical. O disco, editado anteriormente em 1997, apresenta participações da estirpe de João Bosco (Vai Passar), Milton Nascimento (Anoiteceu), Zélia Duncan (Atrás da Porta), Chico Buarque (Sem Mais Adeus) e Djavan (A Noiva da Cidade), numa coletânea indispensável para se compreender boa parte da história da bossa-nova. (Guilherme Lobão).

              Nova safra de Caju e Castanha

              A colheita na horta da criativa dupla de Caju e Castanha foi muito boa neste ano. Os repentistas direcionaram sua crônicas em ritmo de embolada – com graciosas sanfonas e até guitarras distorcidas e programações eletrônicas – à terra da garoa no disco Recado a São Paulo, o melhor produzido disco da vitoriosa carreira da dupla, (Trama/2004). Os mais divertidos temas do novo trabalho falam de futebol, Fome Zero e do embate entre motorista e motoboy. (G.L.).

              Novo disco, novo gás, velha fórmula

              Ao que parece, o retorno do guitarrista Brett Gurewitz ao Bad Religion sagra uma nova fase da banda com o resgate da mesma fórmula de punk/hardcore melódico no álbum The Empire Strikes First (Epitaph Records, distribuído pela Sum Records, no Brasil). Com as nervosas faixas Live Again e Let Them Eat War, o Bad Religion acerta em cheio nas críticas escancaradas mais uma vez lançadas sobre a religiosidade e, principalmente, ao governo Bush. (G.L.).

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                Crítica

                Arquivo Geral

                11/10/2004 0h00

                A gravadora Biscoito Fino resgata um importante momento da carreira do compositor e maestro Francis Hime com o relançamento de Álbum Musical. O disco, editado anteriormente em 1997, apresenta participações da estirpe de João Bosco (Vai Passar), Milton Nascimento (Anoiteceu), Zélia Duncan (Atrás da Porta), Chico Buarque (Sem Mais Adeus) e Djavan (A Noiva da Cidade), numa coletânea indispensável para se compreender boa parte da história da bossa-nova. (Guilherme Lobão).

                Nova safra de Caju e Castanha

                A colheita na horta da criativa dupla de Caju e Castanha foi muito boa neste ano. Os repentistas direcionaram sua crônicas em ritmo de embolada – com graciosas sanfonas e até guitarras distorcidas e programações eletrônicas – à terra da garoa no disco Recado a São Paulo, o melhor produzido disco da vitoriosa carreira da dupla, (Trama/2004). Os mais divertidos temas do novo trabalho falam de futebol, Fome Zero e do embate entre motorista e motoboy. (G.L.).

                Novo disco, novo gás, velha fórmula

                Ao que parece, o retorno do guitarrista Brett Gurewitz ao Bad Religion sagra uma nova fase da banda com o resgate da mesma fórmula de punk/hardcore melódico no álbum The Empire Strikes First (Epitaph Records, distribuído pela Sum Records, no Brasil). Com as nervosas faixas Live Again e Let Them Eat War, o Bad Religion acerta em cheio nas críticas escancaradas mais uma vez lançadas sobre a religiosidade e, principalmente, ao governo Bush. (G.L.).

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                  Crítica

                  Arquivo Geral

                  04/10/2004 0h00

                  Antes mesmo da explosão da eletrobossa, com Fernanda Porto e Bebel Gilberto, o compositor Marcos Valle já estava com a mente projetada nesse futuro com a sua nova bossa nova de 1998, depois de um jejum de mais de dez anos. Em carreira ascendente nos EUA e Europa (a exemplo da comadre Joyce e de Ivan Lins), Valle se supera em criação e modernidade a partir da mesma fórmula do sambinha antigo dos anos 70 com o novo álbum, Contrasts (lançamento da gravadora londrina Far Out Records). O músico investe no “drum”, escancara no “bass”, mas não se rende ao bate-estaca da eletrônica (apesar das programações e samplers). Contrasts reúne melodias simples, harmonias bem-elaboradas acompanhadas de uma poderosa produção, com direito a três faixas remix. As grandes canções do disco são o samba-rock Nega do Balaio, a instrumental jazz-fusion Contrasts, e as sampleadas Valeu (com Joyce nos vocais) e Que Que Tem. (G.L.).

                  O Supergrass é dez

                  O power trio inglês do Supergrass já navegou muitos mares durante esses passados dez anos. Desde a estréia com o álbum I Should Coco, em 1994, Coombes, Goffey e Quinn se aventuraram no punk rock, folk music e até somaram uma experiência soul no apelidado X-Ray Album, de 1999. Todas essas facetas do Supergrass ganham as prateleiras das lojas com a coletânea de 21 faixas Supergrass is 10 – The Best of 94-04. O disco contempla o arrebatador hit, Alright, e ainda apresenta o som que os caras têm feito ultimamente, com as inéditas Kiss of Life e Bullet, uma prévia do que está por vir no manancial de criatividade esbanjado por esses roqueiros camaleões da terra da Rainha. A edição de aniversário de uma década do Supergrass se propõe, restritamente, em escrever a história da banda – uma das melhores que surgiram no pós-grunge do Nirvana e na rebarba de Primal Scream, com o interesse semelhante no uso de metais. (G.L.).

                  Balanço gospel setentista

                  A talentosa banda paulistana Azziz Disco Praise transforma um culto musical evangélico em danceteria setentista com uma excelente amostra do que a turma da música gospel (devido aos temas abordados nas letras) têm feito de novidade. Azziz lança Alegria… Solta Pelo Ar!!, um álbum basicamente de disco music, mas com suas recaídas em baladas pop, como Tu És Grande e o pot-pourri Adoração e Honra/Nova Canção. Logo na faixa de abertura os garotos da Grande São Paulo mostram para que vieram: fazer música para dançar. O quinteto do disco começa com Jericó (hino tradicional gospel gravado pela primeira vez por Elvis Presley como Joshua Fit The Battle in Jerico) e segue até a metade do álbum com o mesmo balanço, recheado por levadas de tamborim e cuíca. Destaque para Labirinto, Algo Melhor e Pelo Sangue. O disco é uma boa festa, com bons músicos, digno de atenção e torcida para seu sucesso. (G.L.).

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                    Crítica

                    Arquivo Geral

                    04/10/2004 0h00

                    Antes mesmo da explosão da eletrobossa, com Fernanda Porto e Bebel Gilberto, o compositor Marcos Valle já estava com a mente projetada nesse futuro com a sua nova bossa nova de 1998, depois de um jejum de mais de dez anos. Em carreira ascendente nos EUA e Europa (a exemplo da comadre Joyce e de Ivan Lins), Valle se supera em criação e modernidade a partir da mesma fórmula do sambinha antigo dos anos 70 com o novo álbum, Contrasts (lançamento da gravadora londrina Far Out Records). O músico investe no “drum”, escancara no “bass”, mas não se rende ao bate-estaca da eletrônica (apesar das programações e samplers). Contrasts reúne melodias simples, harmonias bem-elaboradas acompanhadas de uma poderosa produção, com direito a três faixas remix. As grandes canções do disco são o samba-rock Nega do Balaio, a instrumental jazz-fusion Contrasts, e as sampleadas Valeu (com Joyce nos vocais) e Que Que Tem. (G.L.).

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                    O power trio inglês do Supergrass já navegou muitos mares durante esses passados dez anos. Desde a estréia com o álbum I Should Coco, em 1994, Coombes, Goffey e Quinn se aventuraram no punk rock, folk music e até somaram uma experiência soul no apelidado X-Ray Album, de 1999. Todas essas facetas do Supergrass ganham as prateleiras das lojas com a coletânea de 21 faixas Supergrass is 10 – The Best of 94-04. O disco contempla o arrebatador hit, Alright, e ainda apresenta o som que os caras têm feito ultimamente, com as inéditas Kiss of Life e Bullet, uma prévia do que está por vir no manancial de criatividade esbanjado por esses roqueiros camaleões da terra da Rainha. A edição de aniversário de uma década do Supergrass se propõe, restritamente, em escrever a história da banda – uma das melhores que surgiram no pós-grunge do Nirvana e na rebarba de Primal Scream, com o interesse semelhante no uso de metais. (G.L.).

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                    A talentosa banda paulistana Azziz Disco Praise transforma um culto musical evangélico em danceteria setentista com uma excelente amostra do que a turma da música gospel (devido aos temas abordados nas letras) têm feito de novidade. Azziz lança Alegria… Solta Pelo Ar!!, um álbum basicamente de disco music, mas com suas recaídas em baladas pop, como Tu És Grande e o pot-pourri Adoração e Honra/Nova Canção. Logo na faixa de abertura os garotos da Grande São Paulo mostram para que vieram: fazer música para dançar. O quinteto do disco começa com Jericó (hino tradicional gospel gravado pela primeira vez por Elvis Presley como Joshua Fit The Battle in Jerico) e segue até a metade do álbum com o mesmo balanço, recheado por levadas de tamborim e cuíca. Destaque para Labirinto, Algo Melhor e Pelo Sangue. O disco é uma boa festa, com bons músicos, digno de atenção e torcida para seu sucesso. (G.L.).

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                      Arquivo Geral

                      06/09/2004 0h00

                      Claro arremedo

                      Mais uma filha de cantora famosa no cenário nacional. É Clara Moreno, que está estreiando na música com o CD Morena Bossa Nova (YBrasil/Pau Brasil Records). Com a bênção da mãe, a delicada e talentosa Joyce, que inclusive participa do disco com duas composições, a que dá título ao trabalho (cantando também aqui) e Aldeia de Ogum, Clara chega como um pastiche de quem a gerou. A voz e a levada bossanovísticaé parecida com a da matriarca. A diferença é que as composições têm os dedos do moderno Rodolfo Stroeter. E isso não chega a ser, no caso desse disco, um diferencial positivo. Os arranjos modernos, feitos, parece, para ouvidos estrangeiros, são homogêneos a ponto de pasteurizar a obra. E o que é pior, tornam-se um grande contraponto para a voz em busca de identidade de Clara. Nem toda tentativa de bom gosto redunda em boa música. (R.A.)

                      Violino francês, ginga brasileira

                      O violinista francês Nicolas Krassik encontrou sua turma no bairro carioca da Lapa por volta de 2001. Até hoje, ainda não fala bem o português, porém, seu diálogo musical com virtuoses brasileiros é fluente. A pecha de erudito, carregada pelo violino ao longo dos séculos 20 e no então 21 é controvertida pela brilhante e entusiasmada performance de Krassik em seu primeiro álbum solo, Na Lapa. A formação jazzística do músico acrescenta novidade ao variado universo do chorinho. Ao violino, Krassik contracena com o bandolim de Hamilton de Holanda (A Ginga do Mané, de Jacob do Bandolim); viaja pela poesia de João Bosco e Aldir Blanc em Preta-Porter de Tafetá (com participação de Bosco, no violão e voz); e desifla, entre outros, xotes nordestinos e marchas carnavalescas, ao melhor da ginga brasileira e do jazz parisiense. (Guilherme Lobão)

                      Nova cria da Trama

                      A família musical dos estúdios da Trama cresce a cada dia em quantidade e, algumas vezes, também em qualidade. A nova cria lançada pelo selo no mercado chama-se Anderson Soares. DJ de música eletrônica de prestígio na noite paulistana, Anderson se aventura na mesma seara de Jair Oliveira, Wilson Simoninha e, principalmente, Max de Castro em seu álbum de debut, Muito Soul. Anderson faz a programação de base (sua especialidade) num repertório com pouca originalidade. Tem muito de soul e pop, nada, porém, que soe novidade. A fórmula já é antiga – a exemplo dos primeiros passos do parceiro Max. Anderson regrava Entre e Ouça (antológico pop oitentista de Ed Motta) e apresenta algumas boas composições próprias (Sentido Litoral e Menino do Morro), com participações da turma: Jair, Paula Lima e Patrícia Marx. (G.L)

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                        Crítica

                        Arquivo Geral

                        06/09/2004 0h00

                        Claro arremedo

                        Mais uma filha de cantora famosa no cenário nacional. É Clara Moreno, que está estreiando na música com o CD Morena Bossa Nova (YBrasil/Pau Brasil Records). Com a bênção da mãe, a delicada e talentosa Joyce, que inclusive participa do disco com duas composições, a que dá título ao trabalho (cantando também aqui) e Aldeia de Ogum, Clara chega como um pastiche de quem a gerou. A voz e a levada bossanovísticaé parecida com a da matriarca. A diferença é que as composições têm os dedos do moderno Rodolfo Stroeter. E isso não chega a ser, no caso desse disco, um diferencial positivo. Os arranjos modernos, feitos, parece, para ouvidos estrangeiros, são homogêneos a ponto de pasteurizar a obra. E o que é pior, tornam-se um grande contraponto para a voz em busca de identidade de Clara. Nem toda tentativa de bom gosto redunda em boa música. (R.A.)

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                          Crítica

                          Arquivo Geral

                          02/08/2004 0h00

                          A madrinha da gravadora Biscoito Fino, Olívia Hime, lança um trabalho exemplar de choro-canção. A diretora artística do selo carioca faz jus ao cargo em Coração Transparente, álbum com composições em muito inéditas, que ganham ainda mais valor graças ao toque da produção musical e arranjos do maridão, Francis Hime. Olívia impressionou ao traduzir para a voz as notas de Chiquinha Gonzaga há dois anos. De lá para cá amadureceu o suficiente para criar um disco impecável com 14 excelentes faixas de sambas e chorinhos. Sem a monotonia quase inevitável do samba-canção, ou os exageros de virtuosismo por parte do chorinho, Olívia se preocupa com melodias fáceis – para entreter os devotos da cultura pop –, mas investe numa riqueza harmônica de encantar os mais exigentes. Coração Transparente discorre, em sua maior parte, a paixão ardente que ainda existe no seu matrimônio – ao menos o musical – com Francis. Para citar algumas, Cada Canção, Choro Rasgado, Disfarçando, Cartão Postal, Mariposa e Parintintim são o encaixe perfeito da leveza do chorinho contemporâneo, com a atitude irreverente de uma jam session. (Guilherme Lobão)

                          Romantismo açucarado à mineira

                          O tempo de brilhantismo de Beto Guedes se foi com o Clube da Esquina. Depois de memoráveis crias como Amor de Índio e Sol de Primavera, nos anos 70, o compositor mineiro conheceu uma entressafra de tímidos e raros sucessos, interrompida somente no final dos anos 90 quando voltou seus olhos para os primórdios da carreira e mostrou em Dias de Paz. O romantismo açucarado esquecido na fase brega de Beto Guedes da década de 80 está de volta no disco Em Algum Lugar. O álbum, lançado pela Sony Music, pode ser encarado como uma boa novidade para os fãs ansiosos por gravações inéditas de Beto Guedes. Porém, o resultado é cansativo. Beto colhe algumas músicas do novo repertório de ex-parceiros de Esquina e se limita a construir um repertório inteiramente de pop romântico. É um álbum feito em família. Beto pegou de parentes e amigos Sonhando o Futuro (Cláudio Venturini e Lô Borges), Lamento Árabe (a melhorzinha do disco, de Godofredo Guedes) e Amor de Filho (dele com Milton Nascimento). Reeditou a versão de Fernando Brant para Wing Fisherman (Frederick Rousseau) e, ao final concluiu uma obra extremamente homôgenea. Inédita, porém, sem nenhuma novidade digna de atenção. (G.L.)

                            Você também pode gostar

                            Crítica

                            Arquivo Geral

                            02/08/2004 0h00

                            A madrinha da gravadora Biscoito Fino, Olívia Hime, lança um trabalho exemplar de choro-canção. A diretora artística do selo carioca faz jus ao cargo em Coração Transparente, álbum com composições em muito inéditas, que ganham ainda mais valor graças ao toque da produção musical e arranjos do maridão, Francis Hime. Olívia impressionou ao traduzir para a voz as notas de Chiquinha Gonzaga há dois anos. De lá para cá amadureceu o suficiente para criar um disco impecável com 14 excelentes faixas de sambas e chorinhos. Sem a monotonia quase inevitável do samba-canção, ou os exageros de virtuosismo por parte do chorinho, Olívia se preocupa com melodias fáceis – para entreter os devotos da cultura pop –, mas investe numa riqueza harmônica de encantar os mais exigentes. Coração Transparente discorre, em sua maior parte, a paixão ardente que ainda existe no seu matrimônio – ao menos o musical – com Francis. Para citar algumas, Cada Canção, Choro Rasgado, Disfarçando, Cartão Postal, Mariposa e Parintintim são o encaixe perfeito da leveza do chorinho contemporâneo, com a atitude irreverente de uma jam session. (Guilherme Lobão)

                            Romantismo açucarado à mineira

                            O tempo de brilhantismo de Beto Guedes se foi com o Clube da Esquina. Depois de memoráveis crias como Amor de Índio e Sol de Primavera, nos anos 70, o compositor mineiro conheceu uma entressafra de tímidos e raros sucessos, interrompida somente no final dos anos 90 quando voltou seus olhos para os primórdios da carreira e mostrou em Dias de Paz. O romantismo açucarado esquecido na fase brega de Beto Guedes da década de 80 está de volta no disco Em Algum Lugar. O álbum, lançado pela Sony Music, pode ser encarado como uma boa novidade para os fãs ansiosos por gravações inéditas de Beto Guedes. Porém, o resultado é cansativo. Beto colhe algumas músicas do novo repertório de ex-parceiros de Esquina e se limita a construir um repertório inteiramente de pop romântico. É um álbum feito em família. Beto pegou de parentes e amigos Sonhando o Futuro (Cláudio Venturini e Lô Borges), Lamento Árabe (a melhorzinha do disco, de Godofredo Guedes) e Amor de Filho (dele com Milton Nascimento). Reeditou a versão de Fernando Brant para Wing Fisherman (Frederick Rousseau) e, ao final concluiu uma obra extremamente homôgenea. Inédita, porém, sem nenhuma novidade digna de atenção. (G.L.)

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