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Cresce a obesidade infantil no País

Arquivo Geral

08/06/2004 0h00

A obesidade infantil atinge 155 milhões de crianças no mundo inteiro. Nos últimos 20 anos, a quantidade de meninos e meninas obesos triplicou no Brasil. Atualmente, 15% das crianças brasileiras são afetados por problemas decorrentes do excesso de peso.

Os hábitos alimentares ditados pela rapidez das refeições em fast-food e o sedentarismo das crianças são os principais fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Os endocrinologistas alertam que a obesidade infantil atinge todas as classes sociais. “Nas classes mais baixas, os alimentos ricos em gordura e carboidratos são muito consumidos, porque são, geralmente, mais baratos”, afirma o diretor da SBEM, Luiz Cláudio.

Cada vez mais, as famílias brasileiras se alimentam fora de casa. A recente Pesquisa sobre Orçamento Familiar do IBGE mostra que 37,6% das despesas com alimentação no DF são gastos nas refeições feitas na rua. Longe de casa, é mais difícil controlar a alimentação das crianças. Quanto menos nutritiva a alimentação, maior a propensão aos distúrbios alimentares, que podem provocar, desde cedo, doenças relacionadas ao excesso de gordura.

Para quem come sempre fora de casa, os médicos e nutricionistas ressaltam a importância de fazer a opção pela alimentação mais saudável. “Os restaurantes self-service oferecem grande variedade. Os pais devem orientar os filhos. Eles podem comer de tudo, mas com moderação”, afirma o endocrinologista Luiz Cláudio Castro.

As crianças comem cada vez em maior quantidade. Em vez de três ou quatro biscoitos recheados, come-se o pacote inteiro. O pacotinho de pipoca durante a sessão de cinema está sendo substituído por porções servidas em baldes. A garrafa de refrigerante de 1,5 litro servia uma família inteira de cinco pessoas durante a refeição. Agora, uma pessoa sozinha bebe 600 ml de refrigerante.

Nos shoppings, a comida ultrapassou a praça de alimentação. Em qualquer andar, é possível encontrar quiosques com guloseimas, que incentivam o consumo de alimentos, na maioria das vezes, ricos em gordura.

Nessa hora, os pais devem interferir, evitar o exagero e optar por uma alimentação mais saudável. “Uma criança até dez anos não tem autonomia suficiente para escolher o que comer e se baseia, geralmente, no exemplo dos pais”, explica a nutricionista Xênia Versiani. Ela afirma que, na nutrição, deve prevalecer o bom senso. “Os momentos de gula são permitidos, mas não podem se tornar um hábito freqüente”, diz.

Mesmo em casa, as refeições são cada vez menos saudáveis. Famílias regidas pelo microondas substituem o almoço familiar, em volta da mesa, pela solidão da bandeja no sofá, em frente à televisão. O lugar que o arroz e o feijão ocupavam no prato é substituído por lasanhas semiprontas, empanados de frango fritos ou outros alimentos gordurosos.

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    Cresce a obesidade infantil no País

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    08/06/2004 0h00

    A obesidade infantil atinge 155 milhões de crianças no mundo inteiro. Nos últimos 20 anos, a quantidade de meninos e meninas obesos triplicou no Brasil. Atualmente, 15% das crianças brasileiras são afetados por problemas decorrentes do excesso de peso.

    Os hábitos alimentares ditados pela rapidez das refeições em fast-food e o sedentarismo das crianças são os principais fatores que contribuem para o aumento da obesidade infantil, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

    Os endocrinologistas alertam que a obesidade infantil atinge todas as classes sociais. “Nas classes mais baixas, os alimentos ricos em gordura e carboidratos são muito consumidos, porque são, geralmente, mais baratos”, afirma o diretor da SBEM, Luiz Cláudio.

    Cada vez mais, as famílias brasileiras se alimentam fora de casa. A recente Pesquisa sobre Orçamento Familiar do IBGE mostra que 37,6% das despesas com alimentação no DF são gastos nas refeições feitas na rua. Longe de casa, é mais difícil controlar a alimentação das crianças. Quanto menos nutritiva a alimentação, maior a propensão aos distúrbios alimentares, que podem provocar, desde cedo, doenças relacionadas ao excesso de gordura.

    Para quem come sempre fora de casa, os médicos e nutricionistas ressaltam a importância de fazer a opção pela alimentação mais saudável. “Os restaurantes self-service oferecem grande variedade. Os pais devem orientar os filhos. Eles podem comer de tudo, mas com moderação”, afirma o endocrinologista Luiz Cláudio Castro.

    As crianças comem cada vez em maior quantidade. Em vez de três ou quatro biscoitos recheados, come-se o pacote inteiro. O pacotinho de pipoca durante a sessão de cinema está sendo substituído por porções servidas em baldes. A garrafa de refrigerante de 1,5 litro servia uma família inteira de cinco pessoas durante a refeição. Agora, uma pessoa sozinha bebe 600 ml de refrigerante.

    Nos shoppings, a comida ultrapassou a praça de alimentação. Em qualquer andar, é possível encontrar quiosques com guloseimas, que incentivam o consumo de alimentos, na maioria das vezes, ricos em gordura.

    Nessa hora, os pais devem interferir, evitar o exagero e optar por uma alimentação mais saudável. “Uma criança até dez anos não tem autonomia suficiente para escolher o que comer e se baseia, geralmente, no exemplo dos pais”, explica a nutricionista Xênia Versiani. Ela afirma que, na nutrição, deve prevalecer o bom senso. “Os momentos de gula são permitidos, mas não podem se tornar um hábito freqüente”, diz.

    Mesmo em casa, as refeições são cada vez menos saudáveis. Famílias regidas pelo microondas substituem o almoço familiar, em volta da mesa, pela solidão da bandeja no sofá, em frente à televisão. O lugar que o arroz e o feijão ocupavam no prato é substituído por lasanhas semiprontas, empanados de frango fritos ou outros alimentos gordurosos.

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