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Cresce a incidência de melanoma maligno

Arquivo Geral

25/11/2004 0h00

Quando a mancha apareceu no pé direito de Otília da Costa Santos, 55 anos, ela não se preocupou muito. Achou que logo iria desaparecer. Engano seu. O que era uma simples mancha, com o passar do tempo, transformou-se numa ferida. Depois de dois anos, a dona de casa foi ao médico e espantou-se com o diagnóstico: melanoma maligno, um perigoso câncer de pele.

“O melanoma maligno é o câncer de pele mais agressivo que existe e é o que mata”, explica o dr. Adilton Vilalva Conde, cirurgião-geral do Hospital Regional de Ceilândia. Foi essa possibilidade que assustou dona Otília. Depois de tanto tempo perdido e vários exames, ela precisou ir para a mesa de operação: “Foi uma cirurgia bem-feita. Tomei remédio e, graças a Deus, estou sarando”, conta aliviada.

A descoberta do melanoma ocorreu em um proceso doloroso para a dona de casa. “No começo a mancha não doía nem nada. Passado muito tempo começou a coçar e, com dois anos, é que virou uma espécie de cravo seco. Aí começou a doer muito”, conta Otília, que apesar da agonia, precisava continuar com suas tarefas domésticas: “Não tinha quem fizesse por mim”, recorda.

Morando na região rural, no município de Padre Bernardo (90 quilômetros de Brasília), em Goiás, com dificuldades financeiras, e sem conhecimento do problema de saúde que poderia ter, Otília viveu dias de muita dor: “Parecia uma agulhada no pé, era umas pontadas muito fortes. Tinha noite que eu não conseguia nem dormir”, conta.

O dr. Conde esclarece que existem três tipos de câncer de pele, definidos pelo tipo de célula da região, o basocelular( que ataca a célula da camada basal da pele), o espinocelular (câncer da camada espinhosa da pele) e o melanoma, o mais perigoso e fatal, que atinge as melanófitas.

As melanófitas são células que produzem o pigmento chamado melanina, que dá coloração à pele. “A melanina dá proteção à pele”, afirma o médico do HRC. Quanto mais melanina se tem, como é o caso da pele negra, menos probabilidade o indíviduo tem de contrair o melanona maligno.

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    Arquivo Geral

    25/11/2004 0h00

    Quando a mancha apareceu no pé direito de Otília da Costa Santos, 55 anos, ela não se preocupou muito. Achou que logo iria desaparecer. Engano seu. O que era uma simples mancha, com o passar do tempo, transformou-se numa ferida. Depois de dois anos, a dona de casa foi ao médico e espantou-se com o diagnóstico: melanoma maligno, um perigoso câncer de pele.

    “O melanoma maligno é o câncer de pele mais agressivo que existe e é o que mata”, explica o dr. Adilton Vilalva Conde, cirurgião-geral do Hospital Regional de Ceilândia. Foi essa possibilidade que assustou dona Otília. Depois de tanto tempo perdido e vários exames, ela precisou ir para a mesa de operação: “Foi uma cirurgia bem-feita. Tomei remédio e, graças a Deus, estou sarando”, conta aliviada.

    A descoberta do melanoma ocorreu em um proceso doloroso para a dona de casa. “No começo a mancha não doía nem nada. Passado muito tempo começou a coçar e, com dois anos, é que virou uma espécie de cravo seco. Aí começou a doer muito”, conta Otília, que apesar da agonia, precisava continuar com suas tarefas domésticas: “Não tinha quem fizesse por mim”, recorda.

    Morando na região rural, no município de Padre Bernardo (90 quilômetros de Brasília), em Goiás, com dificuldades financeiras, e sem conhecimento do problema de saúde que poderia ter, Otília viveu dias de muita dor: “Parecia uma agulhada no pé, era umas pontadas muito fortes. Tinha noite que eu não conseguia nem dormir”, conta.

    O dr. Conde esclarece que existem três tipos de câncer de pele, definidos pelo tipo de célula da região, o basocelular( que ataca a célula da camada basal da pele), o espinocelular (câncer da camada espinhosa da pele) e o melanoma, o mais perigoso e fatal, que atinge as melanófitas.

    As melanófitas são células que produzem o pigmento chamado melanina, que dá coloração à pele. “A melanina dá proteção à pele”, afirma o médico do HRC. Quanto mais melanina se tem, como é o caso da pele negra, menos probabilidade o indíviduo tem de contrair o melanona maligno.

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