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Cópia alemã possibilitou resgate

Arquivo Geral

16/05/2005 0h00

O negativo de Terra em Transe foi destruído no final dos anos 70 num incêndio em um laboratório francês. A recuperação da fita se deu a partir de uma cópia preservada em Berlim e é o primeiro longa-metragem restaurado inteiramente em processo digital na América Latina. O sistema óptico/eletrônico grava os arquivos do material restaurado em uma película cinematográfica, permitindo que o filme volte a ser exibido em cinema, como se fosse um novo título.

Feita pelos Estúdios Mega e Megacolor, a restauração contou com a supervisão geral de Eduardo Escorel e supervisão de fotografia de Lauro Escorel, respectivamente montador original e fotógrafo de still do filme de Glauber Rocha, em 1967. O projeto é conduzido pelo Grupo Novo de Cinema e TV, que representa a família de Glauber na restauração de sua obra, em parceria com a Paloma Cinematográfica, produtora da filha do diretor, Paloma Rocha, e Joel Pizzini.

Ainda este anos será lançado um DVD com extras do documentário Depois do Transe, dirigido pela filha de Glauber, com rico acervo de depoimentos do próprio cineasta colhidos em 12 horas de entrevista concedida à Raquel Gerber em 1973, em Roma, até hoje inéditas, além de 120 minutos de extras recriando passo-a-passo a história do filme e a efervescência política da época – num contraponto com os dias de hoje. Depoimentos dos jornalistas Fernando Gabeira e Janio de Freitas, que, segundo Glauber, inspirou a criação do personagem principal de Terra em Transe (Paulo Martins), notícias, entrevistas e o making of do filme, tornam o DVD um documento histórico.

Para o Grupo Novo de Cinema e TV essa restauração “é uma obrigação”, já que a preservação da memória do cinema brasileiro é um dever social e cultural, sobretudo para com as novas gerações”.

Como o trabalho de restauração é lento, minucioso e caro – por envolver várias etapas e questões tecnológicas, que variam de filme para filme e dependem, em boa parte, do estado do material existente –, uma forma de atenuar os custos e prazos do processo de restauração seria a conservação adequada dos negativos dos filmes realizados. “Paga-se um alto preço pela falta de cuidado”, alerta Tarcisio Vidigal. Segundo o produtor, sem o apoio da Petrobras não teria sido possível restaurar Terra em Transe com o rigor que a obra merece e exige para que possa ser revista.

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    Feita pelos Estúdios Mega e Megacolor, a restauração contou com a supervisão geral de Eduardo Escorel e supervisão de fotografia de Lauro Escorel, respectivamente montador original e fotógrafo de still do filme de Glauber Rocha, em 1967. O projeto é conduzido pelo Grupo Novo de Cinema e TV, que representa a família de Glauber na restauração de sua obra, em parceria com a Paloma Cinematográfica, produtora da filha do diretor, Paloma Rocha, e Joel Pizzini.

    Ainda este anos será lançado um DVD com extras do documentário Depois do Transe, dirigido pela filha de Glauber, com rico acervo de depoimentos do próprio cineasta colhidos em 12 horas de entrevista concedida à Raquel Gerber em 1973, em Roma, até hoje inéditas, além de 120 minutos de extras recriando passo-a-passo a história do filme e a efervescência política da época – num contraponto com os dias de hoje. Depoimentos dos jornalistas Fernando Gabeira e Janio de Freitas, que, segundo Glauber, inspirou a criação do personagem principal de Terra em Transe (Paulo Martins), notícias, entrevistas e o making of do filme, tornam o DVD um documento histórico.

    Para o Grupo Novo de Cinema e TV essa restauração “é uma obrigação”, já que a preservação da memória do cinema brasileiro é um dever social e cultural, sobretudo para com as novas gerações”.

    Como o trabalho de restauração é lento, minucioso e caro – por envolver várias etapas e questões tecnológicas, que variam de filme para filme e dependem, em boa parte, do estado do material existente –, uma forma de atenuar os custos e prazos do processo de restauração seria a conservação adequada dos negativos dos filmes realizados. “Paga-se um alto preço pela falta de cuidado”, alerta Tarcisio Vidigal. Segundo o produtor, sem o apoio da Petrobras não teria sido possível restaurar Terra em Transe com o rigor que a obra merece e exige para que possa ser revista.

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