A escolha do método anticoncepcional é um assunto que, com muita justiça, deve ser bem pensado pela mulheres. Afinal, a opção envolve não apenas o objetivo de evitar uma gravidez indesejável, mas também a preocupação em reduzir efeitos colaterais no organismo, em eliminar os sintomas da TPM e, até mesmo, a tentativa de interromper a menstruação. Isto leva a algumas indagações. O perfil da consumidora influencia no método a ser escolhido? Mulheres com parceiro fixo devem usar o mesmo contraceptivo que aquelas sem relacionamento estável?
Há uma desinformação generalizada na hora de escolher a alternativa mais adequada para cada caso. É preciso levar em conta variáveis de saúde, comportamento, estado civil, condição econômica.
Existem pessoas que acreditam, só para se ter uma idéia, que o DIU, um dispositivo intra-uterino, dá câncer. Na verdade, ele não é cancerígeno e nem abortivo, porque não fecunda o óvulo. A idéia no caso deste método é que o cobre que vai na sua estrutura atue como espermicida e imobilize o espermatozóide.
Desafio De acordo com o dr. José Bento, ginecologista e obstetra, o maior desafio do médico é adequar o método à paciente. Neste caso, a conversa esclarecedora no consultório médico é fundamental. Oferecer todas as opções permite com que ela escolha o melhor método que se adapte às suas necessidades.
A adesão para qualquer método contraceptivo pode ser classificada em primária e secundária. A primeira depende da informação e a segunda dos efeitos ocasionados pelo anticoncepcional escolhido. Aqui é importante também a orientação médica, ressalta o dr. Bento.
O especialista revela que as mulheres latino-americanas, por exemplo, sempre buscaram um método de contracepção de efeito prolongado, já que começam a ter filhos com idade mais precoce que o resto das mulheres do mundo.
eficienteDiante disso, o ginecologista acredita que o Dispositivo Intra Uterino (DIU) é uma boa opção. Para ele, o método é eficiente e tem outras vantagens: é reversível e um dos mais baratos no mercado. Lamenta, porém que, no Brasil, o DIU seja injustamente colocado em segundo lugar, principalmente por nossas autoridades governamentais.
Em todo o mundo, uma em cada oito mulheres usa DIU (Dispositivo Intra-Uterino), o que dá uma média de 12% da população feminina, em torno de 156 milhões de pessoas adeptas deste método contraceptivo. O país campeão é a China, com 33%. Por região, os quatro países da Escandinávia ocupam o segundo lugar, com 18%, Oriente Médio 11,6%, Europa 7,2%, América Latina 6%.
Baixo ÍndiceO Brasil comparece com participação ligeiramente superior a dos Estados Unidos, na marca de 1,5%, um dos menores índices do planeta. Os dados são dos últimos levantamentos de entidades internacionais ligadas ao setor, que incluem a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Population Council.
Outros métodos fazem mais sucesso no País. As pílulas ainda é o preferido das brasileiras. Contudo é importante reparar se não há qualquer resistência aquele tipo de contraceptivo.
Quem mantém relações espaçadas e quer se proteger de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, um método seguro e recomendável pelos médicos é a camisinha feminina. Este, aliás, pode ser até um reforço a outros concepcionais que a mulher esteja usando.