A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e o Coro Lírico de Brasília fazem apresentação especial na Sala Villa-Lobos em comemoração à Semana da Pátria. Hoje e sexta-feira, o maestro Silvio Barbato rege os músicos em concerto diversificado que começa com o Hino Nacional Brasileiro e termina com Choros n° 10 (Rasga o Coração), de Villa-Lobos. Integram o programa a abertura das óperas Lo Schiavo e O Guarany, de Carlos Gomes; a Abertura 1812, de Tchaikovsky; e a abertura da ópera de Rossini Guilherme Tell. As apresentações começam às 20h e têm entrada franca, mediante retirada antecipada de ingressos na bilheteria do teatro.
De acordo com a pesquisadora Asta Rose Alcaide, até 1824, nenhum país tinha um hino nacional oficial. No Brasil, antes de tornar-se independente, o Hino Constitucional Braziliense, com letra de Evaristo da Veiga e música do compositor Marcos Portugal era considerado hino oficial. Em 1822, declarada a Independência, tocava-se o Hino Imperial, cuja melodia foi composta por D. Pedro I. Mantendo a letra de Evaristo da Veiga, foi oficializado como Hino da Independência. A música do atual Hino Nacional Brasileiro foi composta entre 1822 e 1823 por Francisco Manuel da Silva, o compositor brasileiro mais importante no período entre Padre José Maurício e Carlos Gomes e fundador do Conservatório Nacional de Música.
Era chamada de Marcha Imperial, e foi tocada por ocasião da proclamação da abdicação de D. Pedro I à favor de seu filho, D. Pedro II, em 13 de 1831, com letra do juiz Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Em 1890, dois anos depois da Declaração da República, realizou-se um concurso para um hino nacional, do qual foi vencedor o compositor Leopoldo Miguez. A decisão do júri não agradou ao povo, que já estava habituado a ouvir a Marcha Imperial, com várias letras diferentes. Quando foi anunciado oficialmente o resultado do concurso, no Teatro Lírico, o presidente msarechal Deodoro da Fonseca anunciou, contrariando a decisão do júri, que a melodia composta por Francisco Manuel da Silva seria oficializada pelo Decreto nº 171 como Hino Nacional Brasileiro.
A composição de Leopoldo Miguez, com letra de José Joaquim de Campos de Medeiros e Albuquerque, foi adotada como Hino da Proclamação da República. O nome do autor da segunda letra do nosso Hino Nacional, apresentado nos festejos da coroação de D. Pedro II, em 1841, é desconhecido.
Só em 1909, começou a ser discutido no Congresso uma nova letra para o hino nacional e em 1922 foi declarada letra oficial do Hino Nacional o poema do diplomata e acadêmico Joaquim Osório Duque Estrada depois de sofrer algumas modificações. Com a nova letra, o Hino Nacional foi tocado pela primeira vez nas comemorações do Centenário da Independência do Brasil.
serviço
Concertos da Independência – Com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e Coro Lírico de Brasília, sob regência do maestro Silvio Barbato. Hoje e sexta-feira, às 20h, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. Entrada franca, mediante retirada antecipada de ingressos na bilheteria do Teatro. Maiores informações: fone 3325-6239.