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Composição encomendada por Juscelino

Arquivo Geral

22/07/2003 0h00

O programa Jobim Sinfônico é aberto com quatro movimentos da bela Brasília, Sinfonia da Alvorada, parceria de Tom e Vinícius, encomendada pelo presidente Juscelino Kubistchek para festejar a inauguração da nova capital.

A peça acabou não sendo apresentada no espetáculo, que estava previsto para o dia 7 de setembro de 1960, na Praça dos Três Poderes, mas teve duas apresentações públicas e chegou a ser lançada em disco – com gravação regida pelo próprio maestro, hoje raríssima – e, mais tarde, em CD, com tiragem limitada, patrocinada pelo GDF.

Não foi apresentada e, aliás, nunca foi paga pela Novacap como o próprio Jobim reclamou diversas vezes.

A versão dos movimentos que aparece neste disco (falta apenas o último movimento, o coral final que comemora a realização da obra) é a melhor gravação realizada até agora; o destaque, até pela opulência da construção, é o quarto movimento, intitulado O Trabalho e a Construção.

É uma merecida versão para um obra que o próprio compositor incluía entre suas composições mais importantes.

“Considero a Sinfonia da Alvorada muito importante para mim. Naquela época, no tempo de Juscelino Kubistchek, muita gente acreditou que o Brasil iria para diante. Aquele negócio de sertão mexeu comigo. Tanto é que a Sinfonia tem pios de jaó e de perdiz. Creio que esta obra traz o ranço, o maneirismo de uma época”, disse Jobim à revista Manchete, em 1970.

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    Composição encomendada por Juscelino

    Arquivo Geral

    22/07/2003 0h00

    O programa Jobim Sinfônico é aberto com quatro movimentos da bela Brasília, Sinfonia da Alvorada, parceria de Tom e Vinícius, encomendada pelo presidente Juscelino Kubistchek para festejar a inauguração da nova capital.

    A peça acabou não sendo apresentada no espetáculo, que estava previsto para o dia 7 de setembro de 1960, na Praça dos Três Poderes, mas teve duas apresentações públicas e chegou a ser lançada em disco – com gravação regida pelo próprio maestro, hoje raríssima – e, mais tarde, em CD, com tiragem limitada, patrocinada pelo GDF.

    Não foi apresentada e, aliás, nunca foi paga pela Novacap como o próprio Jobim reclamou diversas vezes.

    A versão dos movimentos que aparece neste disco (falta apenas o último movimento, o coral final que comemora a realização da obra) é a melhor gravação realizada até agora; o destaque, até pela opulência da construção, é o quarto movimento, intitulado O Trabalho e a Construção.

    É uma merecida versão para um obra que o próprio compositor incluía entre suas composições mais importantes.

    “Considero a Sinfonia da Alvorada muito importante para mim. Naquela época, no tempo de Juscelino Kubistchek, muita gente acreditou que o Brasil iria para diante. Aquele negócio de sertão mexeu comigo. Tanto é que a Sinfonia tem pios de jaó e de perdiz. Creio que esta obra traz o ranço, o maneirismo de uma época”, disse Jobim à revista Manchete, em 1970.

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