Amanhã, Sexta-Feira da Paixão, é o dia em que os católicos deixam de comer carne vermelha para comerem peixe, como demonstração de respeito ao sangue derramado por Jesus Cristo pelos homens. O peixe se tornou o símbolo da fé para os cristãos quando eles ainda eram perseguidos pelo Império Romano, que queria acabar com o cristianismo. Além de representar a fé dos católicos, o peixe, hoje, é considerado um dos alimentos mais saudáveis. Seu poder preventivo combate doenças cardiovasculares como arterioesclerose e evita enfartes. O consumo de peixe também ajuda a prevenir a osteoporose. Os nutricionistas recomendam seu consumo, pelo menos, duas vezes por semana.
O país que mais consome carne de peixe no mundo é o Japão. Em razão disso, sua população tem a maior expectativa de vida entre todos os outros países. Segundo o Ministério da Saúde, os japoneses vivem, em média, 78,07 anos, enquanto que as japonesas têm expectativa de vida de 84,93 anos.
Mulheres Um recente estudo da universidade americana de Harvard, publicado no Journal of the American Medical Association, demonstrou que mulheres que consomem peixe cinco ou mais vezes por semana têm o risco de ter enfarte trombótico (entupimento da artéria por um coágulo que bloqueia o fluxo do sangue para o cérebro) reduzido em um terço. No estudo, foram pesquisadas cerca de 80 mil mulheres.
“O mais provável, é que os resultados da pesquisa também se aplicam aos homens”, disse a doutora Meir Stampfer, do departamento de epidemiologia e nutrição de Harvard.
“O peixe é uma carne mais leve, de fácil digestão e rica em cálcio e fósforo, que ajudam na formação dos dentes e dos ossos nas crianças e ainda previne a osteoporose nas pessoas mais velhas”, afirma a nutricionista Viviane Rodrigues.
ColesterolAlém de todos esses benefícios que a carne de peixe traz para o corpo humano, ela ainda ajuda a reduzir o nível de colesterol ruim no sangue, o LDL-c. “Principalmente os peixes de águas profundas, como o bacalhau, a sardinha e o atum, que são fontes de gordura ômega 3 e 6”, completa Viviane. Essa gordura estimula a produção do colesterol bom, o HDL-c.
A Associação Americana do Coração realizou uma pesquisa com integrantes de uma tribo africana, da Tanzânia, que consome peixe diariamente e descobriu que sua população apresentava níveis mais baixos de leptina, o “hormônio da obesidade”. “Isso pode nos ajudar a compreender por que as pessoas que têm dieta rica em peixe apresentam menor risco de ter doenças cardiovasculares”, concluiu o pesquisador Virend K. Somers, da Clínica Mayo, no estado de Minnesota (EUA).
Bacalhau É comum as pessoas preparem para o almoço de Sexta-Feira Santa uma bela bacalhoada. Mas cuidado! A nutricionista Viviane Rodrigues faz um alerta: “As pessoas hipertensas devem evitar aquele bacalhau que é conservado no sal”.
Mas não se deve deixar de comer esse tipo de peixe por causa disso. O bacalhau faz bem à saúde. É um alimento saudável, rico em sais minerais, vitaminas e proteínas, além de ter baixíssimos teores de colesterol e gordura.
É um produto processado sem nenhum aditivo químico e muito nutritivo, indicado na maioria das dietas.
A restrição ao bacalhau se faz apenas para pessoas que têm hipertensão. Neste caso, o bacalhau tem que ser dessalgado ao máximo, até ficar praticamente sem sal. O sal retém água no organismo, aumenta a quantidade de sangue circulante, elevando a pressão.
O conteúdo nutritivo desse alimento é muito rico. Em um quilo de bacalhau encontramos apenas 10% de gordura e de 365 a 380 gramas de proteínas.