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Comédia em noite de Lua Cheia

Arquivo Geral

07/10/2005 0h00

O apelo de uma comédia popular, a história de um clássico da literatura brasileira, o roteiro de um nome consagrado do cinema nacional, um elenco recheado de estrelas da TV, uma trilha sonora com dois ícones da MPB e efeitos especiais a Hollywood são os principais chamativos de O Coronel e o Lobisomem, filme que estréia hoje em 200 salas de cinema do País completando a trilogia de crônicas regionais de Guel Arraes (roteirista e produtor) e Paula Lavigne (produtora), iniciada em 2000 com O Auto da Compadecida e estendida por Lisbela e o Prisioneiro (2002).

“São comédias populares baseadas em grandes obras da literatura brasileira”, sintetiza Arraes. Já Paula Lavigne acrescenta que a “série” deve ter continuidade com a adaptação ao cinema de O Bem Amado, clássico de Dias Gomes, próximo projeto da Natasha Filmes. Apesar da ligação inegável entre os três filmes, O Coronel e o Lobisomem se destaca por três fatores fundamentais: a linguagem diferenciada, os efeitos especiais e a direção de Maurício Farias, encarregado de levar à telona o texto literário adaptado por Arraes, João Falcão e Jorge Furtado.

Baseado no livro homônimo de José Cândido de Carvalho, O Coronel e o Lobisomem abre mão de Marco Nanini, que participou dos dois anteriores e coloca em seu lugar Diogo Vilela, que forma com o indispensável Selton Mello e Ana Paula Arósio o insólito triângulo amoroso da produção, composto por um fazendeiro que herdou terras e patente militar do avô (Vilela), um comerciante esquisito acusado de ser lobisomem (Mello) e uma donzela que se divide entre o amor dos dois personagens.

A partir das interpretações marcantes de Diogo Vilela, Selton Mello e Pedro Paulo Rangel, o português de O Coronel e o Lobisomem – uma vez adaptado ao cinema no formato de animação no premiado curta-metragem O Lobisomem e o Coronel, dos brasilienses Elvis Figueiredo e Ítalo Cajueiro – retorna ao Brasil provinciano do início do século 20 e oscila entre o rebuscado e o popular. “Quase todas as palavras que estão no livro foram levadas para o filme”, destacou o roteirista. “A obra tem uma prosódia riquíssima”, também observa Caetano Veloso, mais uma responsável pela trilha sonora de um projeto de Guel, desta vez ao lado de Milton Nascimento.

Os efeitos especiais, capitaneados pelo estúdio Digital 21, foram muito destacados pela equipe do filme. A película demandou curso nos Estados Unidos e 11 meses de trabalho para sua finalização. “Só sei que quando acabou a produção conclui que nunca mais quero fazer um filme com efeitos especiais”, brinca Paula Lavigne. “Mas este é, de longe, o melhor filme que eu já produzi”, acrescenta.

Quanto a deixar de lado a função de diretor, Guel Arraes diz que Maurício Farias, um antigo companheiro dele na televisão e estreante em longa-metragem, “impôs ritmo próprio à trama e conduziu uma narrativa diferente da comédia rasgada” – estilo que o próprio roteirista usou ao se referir às suas duas produções anteriores.

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    07/10/2005 0h00

    O apelo de uma comédia popular, a história de um clássico da literatura brasileira, o roteiro de um nome consagrado do cinema nacional, um elenco recheado de estrelas da TV, uma trilha sonora com dois ícones da MPB e efeitos especiais a Hollywood são os principais chamativos de O Coronel e o Lobisomem, filme que estréia hoje em 200 salas de cinema do País completando a trilogia de crônicas regionais de Guel Arraes (roteirista e produtor) e Paula Lavigne (produtora), iniciada em 2000 com O Auto da Compadecida e estendida por Lisbela e o Prisioneiro (2002).

    “São comédias populares baseadas em grandes obras da literatura brasileira”, sintetiza Arraes. Já Paula Lavigne acrescenta que a “série” deve ter continuidade com a adaptação ao cinema de O Bem Amado, clássico de Dias Gomes, próximo projeto da Natasha Filmes. Apesar da ligação inegável entre os três filmes, O Coronel e o Lobisomem se destaca por três fatores fundamentais: a linguagem diferenciada, os efeitos especiais e a direção de Maurício Farias, encarregado de levar à telona o texto literário adaptado por Arraes, João Falcão e Jorge Furtado.

    Baseado no livro homônimo de José Cândido de Carvalho, O Coronel e o Lobisomem abre mão de Marco Nanini, que participou dos dois anteriores e coloca em seu lugar Diogo Vilela, que forma com o indispensável Selton Mello e Ana Paula Arósio o insólito triângulo amoroso da produção, composto por um fazendeiro que herdou terras e patente militar do avô (Vilela), um comerciante esquisito acusado de ser lobisomem (Mello) e uma donzela que se divide entre o amor dos dois personagens.

    A partir das interpretações marcantes de Diogo Vilela, Selton Mello e Pedro Paulo Rangel, o português de O Coronel e o Lobisomem – uma vez adaptado ao cinema no formato de animação no premiado curta-metragem O Lobisomem e o Coronel, dos brasilienses Elvis Figueiredo e Ítalo Cajueiro – retorna ao Brasil provinciano do início do século 20 e oscila entre o rebuscado e o popular. “Quase todas as palavras que estão no livro foram levadas para o filme”, destacou o roteirista. “A obra tem uma prosódia riquíssima”, também observa Caetano Veloso, mais uma responsável pela trilha sonora de um projeto de Guel, desta vez ao lado de Milton Nascimento.

    Os efeitos especiais, capitaneados pelo estúdio Digital 21, foram muito destacados pela equipe do filme. A película demandou curso nos Estados Unidos e 11 meses de trabalho para sua finalização. “Só sei que quando acabou a produção conclui que nunca mais quero fazer um filme com efeitos especiais”, brinca Paula Lavigne. “Mas este é, de longe, o melhor filme que eu já produzi”, acrescenta.

    Quanto a deixar de lado a função de diretor, Guel Arraes diz que Maurício Farias, um antigo companheiro dele na televisão e estreante em longa-metragem, “impôs ritmo próprio à trama e conduziu uma narrativa diferente da comédia rasgada” – estilo que o próprio roteirista usou ao se referir às suas duas produções anteriores.

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